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10/Mar/2026

Açúcar: preços pressionados neste início de março

Em São Paulo, os preços do açúcar cristal branco seguem em queda nesta primeira semana de março no mercado spot. Esse movimento está associado a um ambiente de negociações relativamente moderado, com agentes atuando de forma cautelosa. Após as oscilações observadas nas semanas anteriores, o mercado segue buscando um novo ponto de equilíbrio, em meio à postura mais conservadora tanto de compradores quanto de vendedores. Pelo lado da demanda, indústrias compradoras estão no mercado sobretudo para aquisições pontuais, voltadas à reposição imediata de estoques.

Os vendedores mostram maior firmeza nas ofertas, limitando parte das negociações enquanto aguardam possíveis reações nos preços. Nesse contexto, as variações são relativamente moderadas. O Indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ em São Paulo, cor Icumsa de 130 a 180, fechou na segunda-feira (02/03), a R$ 98,55 por saca de 50 Kg, passando por pequenos ajustes nos dias seguintes e encerrando a sexta-feira (06/03), a R$ 97,38 por saca de 50 Kg. No balanço dos últimos sete dias, o Indicador tem média R$ 98,00 por saca de 60 Kg, recuo de 0,65% (R$ 98,64 por saca de 50 Kg).

No cenário internacional, os preços do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York permanecem pressionados. Esse movimento é registrado mesmo diante de diversos fatores altistas, como o conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã e a estimativa de queda de 5,3% na produção total de açúcar da Índia na atual temporada 2025/2026 do país, segundo aponta a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (Isma). No entanto, pesa sobre as cotações o aumento de 12% na produção de açúcar na Índia em fevereiro de 2026 relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

A apreciação do dólar frente ao Real, movimento que tende a estimular as exportações brasileiras de açúcar, também reforça a queda externa. Ressalta que, na sexta-feira (06/03), as cotações do demerara na Bolsa de Nova York chegaram a subir, diante da intensificação do conflito no Oriente Médio e da confirmação do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O preço do petróleo disparou, encerrando o dia acima de US$ 90,00 por barril.

Com a valorização do petróleo, o etanol ganha competitividade em relação à gasolina no mercado interno brasileiro, o que pode levar as usinas brasileiras a aumentarem o mix de produção destinado ao biocombustível. O contrato Maio/26 do açúcar demerara na ICE Futures está cotado a 14,10 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,4% nos últimos sete dias. Em São Paulo, no atacado, o Indicador de Cristal Empacotado está cotado a R$ 12,71 por saca de 5 Kg, alta de 0,29% nos últimos sete dias. O açúcar refinado amorfo está cotado a R$ 2,98 por saca de 1 Kg, queda de 2,37% no mesmo comparativo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.