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06/Mar/2026

Açúcar: futuros encerram perto da estabilidade

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram próximos da estabilidade na Bolsa de Nova York, refletindo forças opostas relacionadas ao câmbio, aos preços de energia e às perspectivas de oferta global. O contrato com vencimento em maio recuou 1 ponto, equivalente a 0,07%, e fechou a 13,72 centavos de dólar por libra-peso.

O movimento do mercado foi parcialmente influenciado pela valorização do dólar frente ao real, fator que tende a estimular o fluxo exportador brasileiro ao elevar a competitividade do produto no mercado internacional. Esse efeito, contudo, foi parcialmente compensado pela alta do petróleo, que melhora a competitividade do etanol em relação ao açúcar e pode incentivar maior direcionamento da cana para a produção do biocombustível no Centro-Sul do Brasil.

A formação de preços também reflete o equilíbrio entre expectativas de maior oferta global e ajustes nas estimativas de produção em importantes origens produtoras. Consultorias privadas projetam superávit mundial entre 3,4 milhões e 4,8 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, cenário associado à ampliação da disponibilidade global e ao forte ritmo de exportações brasileiras. Apesar dessa perspectiva de maior folga no balanço global, fatores geopolíticos permanecem no radar do mercado.

A escalada do conflito no Oriente Médio adiciona incerteza à demanda internacional, uma vez que a região responde por cerca de 19% das exportações brasileiras de açúcar. Na Ásia, a produção da Índia segue sendo acompanhada pelo mercado. Até o fim de fevereiro, o volume acumulado registrava crescimento de 12% em relação ao ciclo anterior. Ainda assim, as projeções para o ciclo 2025/26 indicam retração de 5,3% na produção líquida do país, o que mantém o cenário global sujeito a ajustes ao longo da temporada.