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06/Mar/2026

Açúcar: sobrepeso e obesidade infantil no Brasil

Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026 indicam avanço expressivo do sobrepeso e da obesidade entre crianças e adolescentes no Brasil. O levantamento mostra que 38,4% da população entre 5 e 19 anos apresenta excesso de peso, proporção quase duas vezes superior à média global, estimada em 20,7%. O estudo também aponta crescimento relevante do problema ao longo das últimas décadas. Atualmente, uma em cada cinco crianças e adolescentes em idade escolar no mundo convive com sobrepeso ou obesidade, percentual que representa aumento de 14,6% em relação a 2010.

No Brasil, o número total de crianças e adolescentes com excesso de peso já se aproxima de 17 milhões. Desse total, cerca de 6,6 milhões estão na faixa etária de 5 a 9 anos, indicando que o avanço do problema ocorre desde as fases iniciais da infância. As projeções indicam agravamento do cenário nas próximas décadas caso a tendência atual seja mantida. A estimativa é de que, em 2040, cerca de 50,4% da população brasileira entre 5 e 19 anos apresente sobrepeso ou obesidade. Em escala global, o número de crianças com excesso de peso poderá alcançar 507 milhões no mesmo período.

O excesso de peso na infância e adolescência está associado ao aumento do risco de diversas doenças crônicas. Entre as principais condições relacionadas estão hipertensão, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, hiperglicemia e doença hepática esteatótica, caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. As projeções para o Brasil indicam ainda crescimento entre 11% e 16% na incidência de doenças associadas ao excesso de peso ao longo dos próximos 15 anos.

Entre as medidas consideradas prioritárias para conter o avanço da obesidade infantil estão a adoção de políticas públicas voltadas à redução do consumo de bebidas açucaradas, restrições à publicidade de alimentos direcionada ao público infantil, estímulo à atividade física e fortalecimento de programas de alimentação escolar com padrões nutricionais mais saudáveis. Também são apontadas como relevantes a proteção ao aleitamento materno e a integração de estratégias de prevenção e tratamento aos sistemas de atenção primária à saúde. Levantamento internacional realizado com adultos indica percepções divergentes sobre a origem e o tratamento da obesidade.

Em pesquisa com 14,5 mil entrevistados em 14 países, 66% dos participantes consideram que a condição poderia ser evitada por meio de escolhas individuais. No Brasil, 82% dos entrevistados avaliam que a obesidade exige manejo contínuo, percentual mais elevado entre os países analisados. Ao mesmo tempo, 65% consideram que o problema pode ser prevenido por escolhas pessoais e 66% concordam com a percepção de que dieta e atividade física seriam suficientes para solucionar o quadro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.