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05/Mar/2026

Açúcar e os impactos do conflito no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio pode alterar o panorama do mercado global de energia, reforçando o direcionamento da demanda por etanol e ampliando, simultaneamente, preocupações com o abastecimento de açúcar em cenário de estoques internacionais mais ajustados. No segmento energético, a elevação das tensões geopolíticas tende a fortalecer a perspectiva de maior consumo de etanol, em função de possíveis impactos sobre o petróleo e derivados. Esse movimento pode influenciar o mix de produção no Centro-Sul do Brasil, com eventual maior destinação da cana-de-açúcar para biocombustíveis. No mercado de açúcar, o ambiente de conflito amplia a percepção de risco quanto à segurança de abastecimento, especialmente em contexto de estoques globais mais apertados.

A combinação de oferta ajustada e incertezas geopolíticas tende a intensificar preocupações relacionadas à disponibilidade do produto em diferentes regiões. Do ponto de vista logístico, os impactos potenciais exigem monitoramento, sobretudo em relação à navegação marítima. A avaliação técnica indica, no entanto, que eventuais restrições no Estreito de Ormuz teriam efeito limitado sobre as exportações brasileiras de açúcar, com exposição mais concentrada em Dubai. Refinarias da Arábia Saudita são abastecidas pelo Mar Vermelho, enquanto países como Argélia, Marrocos e Egito não estariam diretamente expostos a eventuais constrangimentos no estreito, o que restringe o risco sistêmico imediato para os fluxos comerciais do produto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.