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05/Mar/2026

Açúcar: fundos estão distorcendo preços globais

O mercado internacional de açúcar apresenta descompasso entre fundamentos de oferta e demanda e a formação de preços nas bolsas internacionais, mesmo diante de estoques reduzidos nas refinarias e elevada concentração das exportações no Brasil. A avaliação técnica indica que as cotações na Bolsa de Nova York seguem pressionadas predominantemente por fatores financeiros, com forte influência de fundos de investimento e pequenos especuladores, sem conexão direta com os fundamentos físicos do mercado.

Os estoques de açúcar bruto nas refinarias independentes, muitas abastecidas pelo Brasil, operam em níveis significativamente inferiores aos padrões históricos. Unidades que tradicionalmente mantinham estoques operacionais de 120 mil toneladas estariam atualmente com volumes próximos de 30 mil toneladas, evidenciando aperto na disponibilidade física.

O Brasil responde por 75% das entregas globais de açúcar bruto e por 56% do total comercializado no mundo, considerando também açúcar refinado e de menor qualidade. Esse grau de concentração eleva o risco sistêmico do mercado internacional, sobretudo em um cenário de possível direcionamento maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol no Centro-Sul brasileiro.

A combinação de estoques mundiais apertados, dependência elevada da oferta brasileira e agravamento do conflito no Oriente Médio amplia a preocupação com segurança alimentar. O cenário é classificado como ponto de atenção, diante do desalinhamento entre fundamentos físicos e dinâmica financeira, o que pode intensificar a volatilidade das cotações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.