05/Mar/2026
Segundo a Datagro, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve encerrar a safra 2025/26 em 40,77 milhões de toneladas. Para 2026/2027, a expectativa é de estabilidade, com volume estimado em 40,70 milhões de toneladas. Mesmo com a moagem de cana-de-açúcar projetada para avançar de 610,5 milhões para 635,0 milhões de toneladas entre as duas safras, o mix direcionado ao açúcar deve recuar de 50,7% para 48,5%, limitando o crescimento da produção do adoçante. No Norte-Nordeste, a produção deve cair de 3,62 milhões de toneladas em 2024/25 para 3,04 milhões em 2025/26 (setembro a agosto), refletindo mix menos favorável e problemas agronômicos nos canaviais. No cenário internacional, a Índia deve registrar produção de até 30 milhões de toneladas em 2025/26, abaixo da estimativa inicial de 32,1 milhões, mas acima das 26 milhões apuradas em 2024/25. Para 2026/27, o principal fator de risco é o regime de monções, que pode ser impactado por um provável El Niño a partir de julho de 2026.
Na Tailândia, atrasos na colheita levaram à revisão da moagem de 103 milhões para 98 milhões de toneladas em 2025/26 (novembro a outubro), com ajuste na produção de açúcar de 11,18 milhões para 10,58 milhões de toneladas. Para 2026/27, a projeção indica nova queda, para 9,72 milhões de toneladas. Na União Europeia, a produção deve recuar de 16,56 milhões de toneladas em 2024/25 para 15,72 milhões em 2025/26 (outubro a setembro), diante da redução de área plantada. Para 2026/27, a expectativa é de nova retração de 7% a 8% na área, com produção estimada em 14,10 milhões de toneladas. Em contraste, a América Central apresenta perspectiva de recuperação. Em El Salvador, a produção deve subir de 663 mil toneladas para 785 mil toneladas em 2025/26. Na Guatemala, a oferta pode crescer em pouco mais de 250 mil toneladas, alcançando 1,9 milhão de toneladas, favorecida por condições climáticas mais positivas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.