03/Mar/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York encerraram em leve alta nesta segunda-feira (02/03), próximos da estabilidade. O vencimento maio avançou 2 pontos, ou 0,14%, e fechou a 13,91 centavos de dólar por libra-peso.
O suporte às cotações esteve associado ao fortalecimento do petróleo, fator que melhora a competitividade relativa do etanol e pode favorecer um mix mais alcooleiro no Brasil, com potencial impacto sobre a disponibilidade de açúcar para exportação.
Outro elemento de sustentação foi a revisão na estimativa de superávit global para 2025/26. A projeção foi reduzida de 1,625 milhão para 1,218 milhão de toneladas. Além do excedente mais ajustado, o mercado monitora o índice estoque/uso estimado em 51,81%, o menor nível em 15 anos segundo a metodologia adotada, indicando redução relativa na folga de oferta.
Persistem também preocupações com a produção asiática. A estimativa de produção líquida da Índia foi revisada para baixo em 5,3%, para 29,30 milhões de toneladas. O florescimento precoce da cana nos estados de Maharashtra e Karnataka reduziu o rendimento industrial, devendo limitar os embarques indianos a menos de 800 mil toneladas.
Esses fatores de suporte foram parcialmente compensados pela valorização do dólar frente ao real, movimento que tende a estimular as exportações brasileiras e ampliar a competitividade do açúcar nacional no mercado internacional.