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03/Mar/2026

Cana: dados da moagem na região Norte/Nordeste

Segundo a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), a moagem de cana-de-açúcar na safra 2025/2026 nas Regiões Norte e Nordeste alcançou 59 milhões de toneladas até 31 de janeiro, alta de 2,5% frente às 57,6 milhões de toneladas processadas no igual período da temporada anterior. O desempenho foi puxado pela Região Nordeste, enquanto a Região Norte registrou retração. A Região Norte registrou queda de 2,6% na moagem, passando de 7,3 milhões de toneladas para 7,1 milhões de toneladas. A Região Nordeste apresentou avanço de 3,3%, com 51,8 milhões de toneladas processadas, ante 50,2 milhões de toneladas no igual intervalo da safra anterior. Apesar do aumento no volume de cana-de-açúcar moída no consolidado das duas regiões, a produção de açúcar recuou 10,8%, para 3,323 milhões de toneladas, contra 3,725 milhões no ciclo anterior. Em contrapartida, a produção de etanol somou 2,530 bilhões de litros, crescimento de 12,7% na comparação anual.

O avanço foi puxado principalmente pelo etanol anidro, cuja produção acumulada até 31 de janeiro subiu 44%. O etanol hidratado apresentou retração de 5,6% no período. O Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que mede a qualidade da cana-de-açúcar, também refletiu o cenário misto. O ATR total nos produtos finais avançou 1,3% nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o indicador por tonelada de cana recuou 1,2% no consolidado regional. No comparativo entre projeção e realização da safra 2025/2026 até o fim de janeiro, o setor já executou 81,3% da moagem estimada nas duas regiões. A Região Norte, que praticamente encerrou a moagem em dezembro de 2025, atingiu 90,1% da previsão, enquanto a Região Nordeste alcançou 80,1%. No etanol total, o índice de realização foi de 78,2% no consolidado, com destaque para o Norte, que já cumpriu 97,9% da estimativa. Os estoques físicos de etanol também recuaram na comparação anual.

Até 31 de janeiro, o volume total somava 327,8 milhões de litros, queda de 14,7% frente aos 384,5 mil milhões de litros registrados na igual data de 2025. O etanol anidro teve redução de 15,85% nos estoques, enquanto o hidratado apresentou recuo de 13,33% O resultado das usinas nas duas regiões reflete fatores externos que influenciaram o direcionamento da produção. Entre eles, a imprevisibilidades de produção no mercado internacional de açúcar, depreciação do dólar no câmbio de exportação e tarifas exageradas nas exportações para os Estados Unidos no âmbito da cota norte-americana. Esse cenário levou a uma mudança no mix produtivo. Tudo isso incentivou uma mudança de mix do destino da produção, migrando do açúcar para o etanol. Nesse cenário, os preços de venda estão abaixo dos custos do setor, impedindo que ocorra maior valorização nas bolsas de açúcar do VHP e do produto refinado, o que justifica a destinação maior da produção para o etanol. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.