19/Feb/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (18/02). O vencimento maio subiu 28 pontos (2,08%), e fechou a 13,76 centavos de dólar por libra-peso. Os ganhos foram sustentados em parte pelo fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol e pode incentivar um mix mais alcooleiro no Brasil. Temores de que a produção de açúcar na Índia fique abaixo das expectativas iniciais também deram suporte aos preços. De acordo com agricultores e autoridades ouvidos pela Reuters, o excesso de chuvas nos principais Estados produtores está resultando em menores rendimentos da cana-de-açúcar, limitando as exportações do segundo maior produtor mundial.
Operadores do mercado disseram que a Índia talvez não consiga exportar nem a metade da cota de 2 milhões de toneladas autorizada pelo governo. A produção de açúcar no país totalizava 22,53 milhões de toneladas até 14 de fevereiro, de acordo com dados da Federação Nacional das Cooperativas de Usinas de Açúcar (NFCSF). O volume representa aumento de 13,9% ante igual período da safra 2024/2025. Apesar disso, o ritmo de produção dá sinais de desaceleração. Até 31 de janeiro, o volume era 16,8% maior na comparação anual.
No Centro-Sul do Brasil, as usinas processaram 608,93 mil toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de janeiro, volume 154,39% maior em comparação com o registrado em igual período da safra 2024/25, disse a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). A produção de açúcar foi de apenas 5 mil toneladas no período, queda de 36,31% na comparação anual. No acumulado da safra até 1º de fevereiro, a moagem diminuiu 2,16% na comparação anual, para 601,64 milhões de toneladas. A produção de açúcar cresceu 0,86% na mesma comparação, para 40,24 milhões de toneladas. Do total de matéria-prima, 50,74% foram destinados à produção de açúcar na safra 2025/2026.