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19/Feb/2026

Petróleo: preços em alta no mercado internacional

As incertezas em relação às últimas discussões entre Estados Unidos e Irã, assim como a indefinição do conflito Rússia e Ucrânia estão mantendo o preço do petróleo em alta no mercado internacional, o que se reflete nos preços dos derivados da commodity. No Brasil, a gasolina continua mais cara do que no exterior, e o diesel permanece abaixo do preço de paridade de importação (PPI), para alívio dos caminhoneiros. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em relatório elaborado em parceria com a StoneX, o diesel está há 35 dias com as janelas fechadas para importação e a gasolina há 5 dias. Nas refinarias da Petrobras, a gasolina opera 1% acima do mercado internacional, uma diferença de R$ 0,03 por litro.

O diesel está 4% mais barato do que no exterior, o que poderia reverter em alta de R$ 0,13 por litro para atingir o PPI, política abandonada pela estatal em maio de 2023. Em 27 de janeiro, a estatal reduziu a gasolina em R$ 0,14 por litro, após quase 300 dias sem alterar o preço do produto. No caso do diesel, a estatal não altera o valor do combustível há 288 dias, desde maio do ano passado. A Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, com cerca de 14% do mercado de combustíveis no Brasil, a gasolina está 6% acima do PPI e o diesel 3% abaixo. A empresa aumentou o preço da gasolina em R$ 0,10 por litro no dia 10 de fevereiro. Na manhã desta quarta-feira (18/02), o petróleo tipo Brent operava em alta de quase 2%, encostando no patamar de US$ 70,00 por barril.

Segundo a StoneX, a frustração nas negociações entre Rússia e Ucrânia, que não conseguiram um cessar-fogo, contribuiu para a elevação dos preços do petróleo nesta quarta-feira (18/02), apesar dos avanços nas conversas entre Estados Unidos e Irã. As discussões entre Rússia e Ucrânia ocorreram em Genebra, mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de dificultar um acordo de paz, encerrando as negociações. Essa situação mantém elevados os prêmios de risco de oferta no Leste Europeu, com a expectativa de prolongamento do conflito. A guerra entre Rússia e Ucrânia, prestes a completar quatro anos, tem causado disrupções na oferta de petróleo.

Desde dezembro/2025, observou-se um aumento de barris russos em plataformas marítimas, estimado em 150 milhões de barris. A diminuição das compras indianas, após um acordo entre Estados Unidos e Índia, redirecionou o petróleo russo para a China, que deve adquirir 2,1 milhões de barris por dia em fevereiro. Esse cenário sustenta os preços do petróleo no mercado internacional, já que parte significativa da produção russa está fora do mercado ou destinada aos estoques estratégicos chineses. Não há clareza sobre quando esses barris retornarão ao mercado global, mantendo a pressão sobre os preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.