18/Feb/2026
A recente redução dos preços da gasolina no fim de janeiro tende a limitar novas altas do etanol no curto prazo, conforme avaliação de relatório setorial. A análise considera a mudança na dinâmica de formação de preços dos combustíveis e seus reflexos sobre a competitividade do biocombustível.
Em janeiro, o etanol em Paulínia (SP) encerrou cotado a R$ 3,156 por litro, sem impostos, alta de 3,8% no mês. O movimento foi sustentado principalmente pela entressafra e pelo aumento dos impostos sobre a gasolina, que ampliaram temporariamente a competitividade do etanol nas bombas.
No dia 1º de janeiro, houve elevação de R$ 0,10 por litro no ICMS da gasolina C, impactando o consumidor final e favorecendo o biocombustível. Parte desse efeito foi compensada no fim do mês, com o anúncio de corte de 5,2% no preço da gasolina no nível da refinaria.
Considerando a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina C, o ajuste resultou em redução estimada de aproximadamente R$ 0,14 por litro na gasolina A e impacto inferior a R$ 0,10 por litro ao consumidor final.
Segundo a análise, o impacto da redução foi menor do que o inicialmente esperado e permaneceu alinhado ao cenário internacional. A oscilação das cotações do petróleo no fim de janeiro reduziu a pressão por novos cortes domésticos, enquanto o recuo das cotações globais de energia no início de fevereiro reforça a tendência de maior estabilidade nos preços internos.
Nesse contexto, embora o etanol tenha avançado durante a entressafra, a queda da gasolina deve frear movimentos adicionais de alta no curto prazo, ajustando a relação de competitividade entre os combustíveis.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.