11/Feb/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram em baixa, pressionados pelos fundamentos de ampla oferta global, com destaque para a produção brasileira. O vencimento março recuou 23 pontos (1,60%), para 14,12 cents por libra-peso.
Após a recuperação observada no pregão anterior, o mercado voltou a incorporar a percepção de excedente, sobretudo a partir dos números do Brasil. A produção de açúcar no Centro-Sul alcançou 40,23 milhões de toneladas na safra 2025/26 até a primeira quinzena de janeiro, avanço de 0,86% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, mesmo com moagem menor. O dado reforça a leitura de mercado bem abastecido e sustenta o viés baixista entre os agentes.
As estimativas mais recentes indicam que a safra brasileira 2025/26 continua surpreendendo positivamente. Projeções que anteriormente giravam em torno de 595 milhões de toneladas passaram a superar 605 milhões de toneladas, com avaliações que já se aproximam de 610 milhões de toneladas, impulsionadas pela expansão de área e ganhos de produtividade agrícola acima do inicialmente esperado.
No comércio exterior, os embarques brasileiros de açúcar aceleraram no início de fevereiro. A média diária exportada na primeira semana do mês subiu 67,1% em relação à média de janeiro, atingindo 152.496 toneladas por dia. Em contrapartida, o preço médio de exportação recuou 22,4%, para US$ 370,60 por tonelada, movimento que também contribui para a pressão sobre as cotações internacionais.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.