10/Feb/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados em Nova York encerraram em alta, impulsionados principalmente pela recomposição de posições após a forte queda recente das cotações. O vencimento março avançou 24 pontos (1,70%), fechando a 14,35 cents por libra-peso.
O movimento reflete a reação técnica do mercado após os preços terem se aproximado do piso psicológico de 14,00 cents por libra-peso, patamar que não era observado há cerca de três meses. A recomposição ocorreu em um ambiente ainda marcado por fundamentos amplamente conhecidos e já precificados.
Do lado fundamental, o mercado segue pressionado pela produção elevada de açúcar no Centro-Sul do Brasil, que alcançou 40,23 milhões de toneladas na safra 2025/26 até a primeira quinzena de janeiro, crescimento de 0,86% em relação ao ciclo anterior, mesmo com menor volume de moagem no período. Esse cenário reforça as projeções de superávit global, mantendo o viés estruturalmente baixista para os preços.
A valorização também encontrou suporte na queda do dólar frente ao real, fator que reduz a atratividade dos embarques brasileiros e limita a oferta no curto prazo. Além disso, a alta do petróleo contribuiu para sustentar o mercado ao melhorar a competitividade relativa do etanol, o que pode favorecer um mix mais alcooleiro no Brasil e reduzir a disponibilidade de açúcar para exportação.
Apesar do ajuste positivo observado, o mercado segue atento à combinação entre oferta global confortável, dinâmica cambial e decisões de mix produtivo, que continuarão determinando a direção dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.