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22/Jan/2026

Açúcar: futuros encerram praticamente estáveis

Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York devolveram ganhos iniciais e fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira (21/01). O vencimento março subiu 2 pontos (0,14%), e fechou a 14,74 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter alcançado máxima de 14,90 centavos de dólar por libra-peso (+1,22%). O mercado foi influenciado em parte pelo enfraquecimento do dólar ante o Real e pela alta do petróleo. A queda da moeda norte-americana tende a desestimular as exportações brasileiras, enquanto o avanço do petróleo melhora a competitividade relativa do etanol e pode resultar em um mix mais alcooleiro no Brasil.

O desempenho também refletiu os dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que confirmaram a priorização do etanol pelas usinas do Centro-Sul na reta final da safra. O suporte fundamental vem dos números da segunda quinzena de dezembro. A produção de açúcar no período somou apenas 56,02 mil toneladas, uma queda de 14,93% em relação a igual intervalo da safra passada. O dado reflete um mix de produção fortemente voltado para o biocombustível: 78,76% da cana processada na quinzena foi destinada ao etanol.

No acumulado da safra 2025/2026 até 1º de janeiro, a moagem totalizou 600,397 milhões de toneladas, um recuo de 2,28% na comparação anual. A qualidade da matéria-prima também decepcionou, com o indicador de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) acumulado em 138,35 Kg por tonelada, retração de 2,20%. Esses indicadores reforçam a visão de que a oferta brasileira encerra o ciclo com limitações de rendimento. A oferta robusta da Ásia, no entanto, continua impedindo altas mais expressivas.

A Hedgepoint destaca que a produção na Índia saltou 20% até meados de janeiro, somando 16 milhões de toneladas. Esse volume mantém o balanço global superavitário e limita ralis mais consistentes, mesmo com a arbitragem de exportação indiana fechada no momento. O mercado também monitora a competitividade do etanol. A produção de anidro cresceu 27,76% na quinzena, e a fabricação de etanol de milho avançou quase 14% no acumulado da safra, sinalizando que o complexo de biocombustíveis continua demandando matéria-prima, o que pode influenciar o mix da próxima safra 2026/2027.