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21/Jan/2026

Açúcar: superávit global pressiona preços futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira (20/01). O vencimento março recuou 24 pontos (1,60%), e fechou a 14,72 centavos de dólar por libra-peso. O mercado retomou a liquidez após o feriado de Martin Luther King Jr., que manteve as bolsas norte-americanas fechadas no dia 19 de janeiro. O desempenho representa uma correção após a alta de quase 2,7% registrada na sexta-feira (16/01), quando houve cobertura de posições vendidas antes do fim de semana prolongado. Agora, os investidores voltaram a pesar o cenário de superávit global.

O Itaú BBA projeta um excedente de 2,6 milhões de toneladas, enquanto a Covrig Analytics estima um saldo positivo de 4,7 milhões de toneladas para o ciclo 2025/2026, números sustentados principalmente pela safra robusta da Índia. A produção indiana saltou mais de 21% no acumulado da temporada até meados de janeiro, totalizando 15,89 milhões de toneladas. Contrabalançando a pressão asiática, o suporte vem do Brasil e da Tailândia. No Centro-Sul do Brasil, o foco recai sobre o mix de produção.

Com a safra 2025/2026 se encerrando com produtividade acumulada 4,6% menor (segundo o CTC), a atenção se volta para a paridade com o etanol. O Itaú BBA destaca que a resiliência dos preços do biocombustível deve ser o principal balizador para a safra 2026/2027, incentivando as usinas a manterem o mix alcooleiro, o que limitaria a oferta de açúcar. Na Tailândia, a situação produtiva preocupa e oferece suporte. A moagem está atrasada e a produção de açúcar acumula queda de 28% em relação ao ano anterior, somando apenas 1,6 milhão de toneladas até o início de janeiro, com usinas desviando caldo para etanol devido aos baixos preços do açúcar.