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21/Jan/2026

Açúcar: maior produção na Índia pressiona preços

Segundo a Hedgepoint, a produção de açúcar na Índia acelerou acentuadamente na safra 2025/2026, reforçando a tendência de baixa nos preços globais da commodity, que já vinham pressionados pela oferta abundante do Brasil. O avanço produtivo no país asiático dilui as chances de recuperação das cotações no curto prazo, mesmo com a possibilidade de exportações indianas restritas por preços internos elevados e por uma arbitragem fechada. Os dados apontam para uma recuperação consistente na indústria indiana. Entre outubro de 2025 e 15 de janeiro de 2026, o país produziu 16 milhões de toneladas de açúcar, um salto de 20% em comparação com o mesmo período do ciclo anterior.

O volume de cana-de-açúcar moída subiu para 176,4 milhões de toneladas, ante 148,4 milhões na safra passada, acompanhado por um aumento na eficiência industrial, que passou de 8,8% para 9%. A estimativa é de uma produção líquida total de 31,8 milhões de toneladas para a temporada, já descontadas as 3,7 milhões de toneladas destinadas à fabricação de etanol. Apesar da oferta robusta, a capacidade exportadora indiana encontra barreiras econômicas. O governo autorizou o embarque de 1,5 milhão de toneladas, com potencial para mais 500 mil toneladas, mas a paridade de exportação (calculada em aproximadamente 18,50 centavos de dólar por libra-peso para o açúcar bruto) inviabiliza novos negócios dadas as cotações internacionais deprimidas.

Não há incentivo financeiro para o produtor indiano buscar o mercado externo nos níveis atuais. O cenário para exportações pode ficar ainda mais restrito com a possível elevação do Preço Mínimo de Venda (MSP). Estagnado em US$ 0,34 por Kg desde 2017, o valor é alvo de pressão de entidades como a ISMA e a NFCSF, que pleiteiam um reajuste para US$ 0,45 por Kg para compensar a alta nos custos de produção. Qualquer aumento no piso fortaleceria os preços domésticos. Além disso, a situação confortável do Brasil, com estimativa de moagem no Centro-Sul revisada para 610 milhões de toneladas, garante uma oferta global abundante que limita a influência de eventuais fatores altistas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.