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20/Jan/2026

Açúcar: menor qualidade está pressionando preço

Em São Paulo, os preços do açúcar cristal branco registram recuo nos últimos sete dias. Este é o terceiro período consecutivo de baixas. O Indicador CEPEA/ESALQ em São Paulo (cor Icumsa de 130 a 180) tem média de R$ 105,94 por saca de 50 Kg, queda de 1,44% nos últimos sete dias (R$ 107,49 por saca de 50 Kg). A continuidade do movimento baixista está associada sobretudo à maior participação de açúcar cristal branco com coloração mais elevada (Icumsa até 180 – de menor qualidade) nas negociações. Assim, a redução nos preços reflete mais uma alteração no perfil de qualidade dos lotes comercializados do que uma desaceleração da demanda.

No mercado internacional, as expectativas de superávit global acima de 2 milhões de toneladas na safra 2025/2026 pressionaram os futuros na Bolsa de Nova York. Os dados positivos de produção da Índia, com safra 21% superior ao ano anterior, também exerceram forte pressão sobre as cotações globais. Por outro lado, as primeiras estimativas de menor produção brasileira de açúcar em 2026/2027 (-3,9%) limitam as quedas. Tal redução deve-se a um aumento no preço relativo do etanol, suficiente para estimular produtores a destinarem a cana-de-açúcar para a fabricação do biocombustível.

A valorização do Real brasileiro compensou parcialmente a desvalorização da rupia indiana, contribuindo também para limitar quedas mais acentuadas nas cotações internacionais. A média do contrato Março/2026 do açúcar demerara na ICE Futures é de 14,79 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,47% nos últimos sete dias. Em São Paulo, no atacado, o Indicador do Cristal Empacotado está cotado a R$ 13,18 por saca de 5 Kg, queda de 1,31% nos últimos sete dias. O açúcar refinado amorfo está cotado a R$ 3,13 por saca de 1 Kg, baixa de 2,1% no mesmo período. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.