15/Jan/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira (14/01). O vencimento março caiu 21 pontos (1,41%), e fechou a 14,68 centavos de dólar por libra-peso. O peso do superávit global ofuscou os fatores de suporte vindos do Brasil e do complexo energético. A pressão vendedora é alimentada pela percepção de uma oferta robusta no curto prazo. A consultoria Covrig Analytics elevou sua estimativa de superávit global para a safra 2025/2026 para 4,7 milhões de toneladas. Somado a isso, a produção na Índia segue acelerada, registrando volume acumulado 25% superior ao do ano passado.
Esse cenário atua como um teto técnico para as cotações: preços acima de 15,00 centavos de dólar por libra-peso poderiam destravar ainda mais exportações indianas, limitando qualquer rali. No Brasil, dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) confirmaram uma queda de quase 29% na produção de açúcar na primeira quinzena de dezembro e uma redução no mix açucareiro para 31,47%, com as usinas priorizando o etanol. A estratégia é reforçada pela alta do petróleo, que melhora a competitividade do biocombustível. A Czarnikow manteve sua projeção de produção de 40,7 milhões de toneladas para o Centro-Sul do Brasil na safra 2026/2027, destacando que o próximo ciclo será marcado por um mix produtivo "dinâmico", altamente sensível à paridade entre açúcar e etanol.