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14/Jan/2026

Açúcar: menor moagem no Brasil eleva os futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em leve alta nesta terça-feira (13/01), em movimento de correção após três quedas seguidas. O vencimento março ganhou 5 pontos (0,34%), e fechou a 14,89 centavos de dólar por libra-peso. Investidores também reagiram aos números quinzenais divulgados mais cedo pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

A produção de açúcar na primeira quinzena de dezembro somou apenas 254 mil toneladas, queda expressiva de 28,76% em comparação ao mesmo período da safra anterior. No acumulado da safra 2025/2026, a produção alcançou 40,158 milhões de toneladas, um avanço tímido de 0,86%. A forte desaceleração na quinzena confirma o fim do ciclo de moagem e o maior direcionamento da cana-de-açúcar para o etanol, o que oferece algum suporte às cotações ao sinalizar menor disponibilidade física imediata. No entanto, a oferta global robusta continua limitando os ganhos. A Covrig Analytics elevou sua estimativa de superávit global para a safra 2025/2026 para 4,7 milhões de toneladas.

Além disso, a produção na Índia segue forte (25% acima do ano passado), o que limita o ímpeto dos comprados. Se os preços na Bolsa de Nova York superarem os 15,00 centavos de dólar por libra-peso, isso poderá destravar novas exportações indianas, inundando o mercado. Do lado macroeconômico, a alta do petróleo (WTI e Brent operando no azul) favorece a competitividade do etanol, reforçando a decisão das usinas brasileiras de priorizar o biocombustível nesta reta final de safra.