ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

13/Jan/2026

Etanol: preços avançam com restrições na oferta

Em São Paulo, os preços dos etanóis hidratado e anidro negociados nas usinas têm apresentado elevações consecutivas. Para o hidratado, especificamente, as cotações em São Paulo superam a casa dos R$ 3,00 por litro (líquido de impostos) pela primeira vez na safra 2025/2026. Os avanços estão atrelados à oferta reduzida na fase final da temporada 2025/2026 e à postura firme dos vendedores. A demanda também influencia os preços, visto que distribuidoras estão ativas na reposição das vendas durante as festividades de Natal e Ano Novo. Nesse cenário, nos últimos sete dias, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades produtoras de São Paulo é o maior desde o período iniciado em 19 de janeiro de 2024 (dados do Cepea). No caso do anidro, a demanda também está bastante aquecida, com as boas vendas de gasolina C na ponta varejista dando suporte aos preços. O volume desse combustível mais que dobrou nos últimos sete dias e é o maior da temporada atual.

Assim, o Indicador do hidratado CEPEA/ESALQ para o estado de São Paulo está cotado a R$ 3,0228 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 2,26% nos últimos sete dias. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ está cotado a R$ 3,4170 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), avanço de 1,43%. Em São Paulo, nos últimos sete dias, o valor do açúcar está 5,63% acima do hidratado. No caso do etanol anidro, o preço do combustível está acima em 2,48% frente ao açúcar. Entre os dois etanóis, o preço do anidro é 8,3% superior ao do hidratado. Após as altas de preços no segmento produtor, os repasses ao consumidor final seguem acontecendo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos últimos sete dias, o combustível fóssil nos postos está cotado, em média, a R$ 6,13 por litro. No caso do biocombustível, o preço é de R$ 4,32 por litro no mesmo período. Assim, a relação entre os dois combustíveis é de 70,5%. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.