09/Jan/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira (08/01) e se mantiveram abaixo dos 15,00 centavos de dólar por libra-peso, após terem rompido a barreira durante a sessão. O vencimento março cedeu 1 ponto (0,07%), e fechou a 14,97 centavos de dólar por libra-peso, após ter atingido máxima de 15,08 centavos de dólar por libra-peso. O açúcar tinha subido nas três sessões anteriores e acumulado ganho de 2,60% no período, o que motivou um pequeno movimento de realização de lucros. Esse fator, porém, foi contrabalançado pela dinâmica produtiva do Centro-Sul do Brasil, que tem limitado a oferta física de açúcar.
As usinas da região intensificaram o direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol, aproveitando a firmeza dos preços domésticos do biocombustível. Essa estratégia cria um piso técnico para as cotações na Bolsa de Nova York, permitindo que o açúcar se descole da recente desvalorização do petróleo. No horizonte de longo prazo, o suporte vem dos riscos climáticos. Relatório do Santander alerta para uma probabilidade de 90% de transição para o El Niño em meados de 2026. A perspectiva de clima mais seco na Ásia ameaça a produtividade futura, contrapondo-se à atual robustez da safra indiana, cuja produção acumulada cresceu cerca de 25% em relação ao ciclo anterior.