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08/Jan/2026

Combustíveis: janelas de importação estão abertas

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), ao contrário das expectativas, o preço do petróleo retomou o viés de queda observado antes do ataque norte-americano à Venezuela, elevando a vantagem para importação de diesel e gasolina para o mercado brasileiro. No caso da gasolina, cujo preço foi reduzido em outubro do ano passado pela Petrobras, já são 49 dias de janelas abertas para importação, enquanto o diesel, há 246 dias sem reajuste pela estatal, está há 8 dias com preços atrativos para os importadores.

Com a redução no câmbio acompanhada pelos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está acima da paridade para a gasolina e para o óleo diesel. A diferença média no País é de 5% no diesel e de 12% para a gasolina. As menores diferenças de preços em relação ao mercado internacional são registradas na Refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria privada relevante no mercado, com 14% de market share. O óleo diesel está sendo vendido 6% acima do preço do mercado internacional e a gasolina em 9%.

No polo de importação de Itacoatiara, no Amazonas, atendido pela também empresa privada Atem, a gasolina está 16% acima do preço praticado no exterior e o óleo diesel em 8%. Nos demais polos, atendidos pela Petrobras, o Porto de Suape, em Pernambuco, se destaca com a gasolina 14% mais cara do que no mercado internacional e o óleo diesel, 5%. Na média das refinarias da estatal, a gasolina está com o preço 13% acima do que no exterior e o diesel, 5%. Para atingir a paridade, a Petrobras poderia reduzir a gasolina em R$ 0,34 por litro e o diesel em R$ 0,17 por litro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.