08/Jan/2026
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encaminhou um ofício nesta quarta-feira (07/01) à Petrobras solicitando as informações técnicas sobre o acidente de vazamento de fluido biodegradável na atividade de perfuração marítima no Bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. O ofício é da Coordenação-Geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros (CGMac). O Ibama recebeu, no domingo (04/01), a comunicação inicial sobre o caso. A Petrobras informou uma "perda de fluido" na perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração que explora o poço Morpho. A companhia adotou todas as medidas de controle e não houve danos ao meio ambiente ou às pessoas. O Ibama pediu agora a elaboração de relatório sobre os fatos que levaram ao acidente de vazamento, com detalhamento da formulação qualitativa e quantitativa do fluido vazado, incluindo os laudos laboratoriais.
Também é demandada a avaliação de impacto e a adoção de medidas para evitar que o cenário acidental se repita. O ofício não estipula um prazo para apresentação desses pedidos, mas deixa em aberto para que a própria Petrobras disponibilize uma data. O Ibama já esclareceu em parecer técnico do ano passado que a licença pode ter as suas condicionantes modificadas ao longo da atividade. As alterações das especificações do projeto, da finalidade do empreendimento, do escopo dos programas ou dos prazos previstos dependem da anuência do órgão ambiental. Segundo a Leggio Consultoria, o incidente ocorrido no domingo (04/01), durante a exploração da Margem Equatorial brasileira pela Petrobras, será um bom teste para saber se os planos de emergência exigidos pelo Ibama estão funcionando. Apesar de não ter havido vazamento de óleo, que ainda nem foi descoberto, após um pouco mais de dois meses de exploração, o fluido derramado no mar não deixa de ser um contaminante, e será necessário observar as consequências do vazamento.
O incidente confirma a importância de o plano de emergência exigido pelo Ibama funcionar. Mesmo contaminantes 'degradáveis' precisam ser contidos e recolhidos conforme protocolo, antes de se diluir naturalmente. O Ibama foi comunicado imediatamente pela Petrobras sobre o vazamento de um fluido biodegradável durante a perfuração do campo de Morpho, o primeiro de quatro poços que serão perfurados na bacia da Foz do Amazonas para saber se existe óleo comercial na região. O incidente interrompeu a perfuração, que deve ser retomada em no máximo 15 dias. Segundo uma fonte próxima ao assunto, o vazamento não causa preocupação para a estatal, já que a perda de parte do fluido durante a exploração de poços é uma situação comum na indústria e não causa poluição. De acordo com o Ibama, será aberto um processo administrativo para avaliar o vazamento e as causas serão investigadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.