08/Jan/2026
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, pontuou que o governo norte-americano quer vender o petróleo venezuelano e depositar o dinheiro em contas controladas pelos Estados Unidos, ressaltando que a intenção é direcionar parte desse óleo para o mercado doméstico. O governo dos Estados Unidos quer vender petróleo venezuelano para refinarias norte-americanas e colocar o petróleo da Venezuela no mercado global. O secretário ainda destacou que o controle das vendas é visto como instrumento de pressão política. Ele afirmou que os Estados Unidos precisam controlar as vendas de petróleo para mudar a Venezuela.
“A Venezuela não vai mudar a menos que os Estados Unidos exerçam alavancagem", afirmou. Na avaliação dele, os Estados Unidos têm grande poder de influência se controlarem o petróleo venezuelano. Wright também indicou perspectivas de aumento da produção. Estimou que a produção de petróleo da Venezuela pode crescer em várias centenas de milhares de barris adicionais no curto a médio prazo. Para isso, o governo norte-americano pretende criar um ambiente favorável à entrada de empresas dos Estados Unidos. Os Estados Unidos desejam importar peças, equipamentos e serviços para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana. O petróleo que a Venezuela vai entregar aos Estados Unidos virá de estoques.
Ainda, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (07/01) que a Venezuela entende que precisa cooperar com o governo Trump e que existe um processo em curso após a derrubada de Nicolás Maduro. “Temos um tremendo controle e vantagens sobre as autoridades internas da Venezuela. Obviamente isso será um processo de transição e no fim caberá ao povo venezuelano decidir pelas transformações em seu próprio país”, disse Rubio. Segundo ele, esse controle já gerou progressos e cita como exemplo o acordo anunciado pelo presidente Donald Trump de que a Venezuela vai entregar até 50 milhões de barris de petróleo ao país norte-americano. “Já estamos vendo como as vantagens que os Estados Unidos têm sobre as autoridades venezuelanas irão levar a um resultado positivo”, acrescentou.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo do presidente Donald Trump mantém "contato bem próximo" com autoridades interinas da Venezuela. A administração norte-americana está em "correspondência direta" com essas autoridades e deixou claro que "suas decisões continuarão a ser ditadas pelos Estados Unidos". O envio de petróleo da Venezuela para os Estados Unidos foi um acordo bilateral e que o governo norte-americano está trabalhando com o país sul-americano e com a indústria petrolífera em um acordo. O petróleo que será enviado é óleo anteriormente sancionado e que o país já começou a comercializar petróleo venezuelano, que chegará "muito em breve aos Estados Unidos".
Os recursos do petróleo venezuelano serão liquidados em bancos dos Estados Unidos e os fundos serão distribuídos a critério dos Estados Unidos. A secretária de imprensa classificou a iniciativa como "um projeto de longo prazo dos Estados Unidos". Não há mais militares norte-americanos em território venezuelano, mas Trump "reserva o direito de usar o Exército dos Estados Unidos, se necessário". Ela também disse que os Estados Unidos "farão cumprir todas as sanções" em casos como o de um navio-tanque apreendido, ao mesmo tempo em que estão "revertendo seletivamente" sanções contra a Venezuela. Os Estados Unidos permitirão a venda de petróleo bruto e derivados venezuelanos no mercado e Donald Trump se reunirá com executivos do setor petrolífero nesta sexta-feira (09/01). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.