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06/Jan/2026

Açúcar: preço recua com baixa liquidez no mercado

O mercado de açúcar cristal branco apresentou movimentação bastante restrita na última semana, reflexo direto do recesso de compradores característico do período. O Indicador CEPEA/ESALQ no estado de São Paulo, está cotado a R$ 109,99 por saca de 50 Kg, retração de 0,58% nos últimos sete dias (R$ 110,63 por saca de 50 Kg). A baixa liquidez e o posicionamento cauteloso dos agentes de mercado resultam em negócios muito escassos, com poucos fechamentos efetivos sendo reportados. Além da desaceleração sazonal das compras, o comportamento das usinas contribuiu para o cenário de menor oferta disponível no spot. Os produtores demonstram preferência por reservar produto para atendimento de contratos já firmados e, sobretudo, para comercialização no período de entressafra, quando há expectativa de formação de preços mais favoráveis. Essa estratégia de retenção de estoques, combinada com a demanda reduzida típica do início de ano, explica a retração observada nos preços e o ritmo lento das transações no físico de São Paulo.

No mercado internacional, os preços do açúcar registraram mínimas de quatro anos nas últimas semanas de dezembro de 2025, com os contratos futuros do bruto negociados em torno de 15,00 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York no dia 22 de dezembro de 2025. A commodity acumulou desvalorização superior a 25% ao longo do ano, pressionada por perspectivas de ampla oferta global e expectativas de superávit significativo na temporada 2025/2026. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório divulgado em 16 de dezembro, projetou produção global recorde de 189,3 milhões de toneladas para 2025/2026, alta de 4,6% em relação ao ano anterior. A convergência de fatores baixistas incluiu ainda a queda do petróleo para mínimas de 4,75 anos no dia 22 de dezembro, reduzindo a demanda por etanol e incentivando usinas brasileiras a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar.

A Índia consolidou-se como um dos principais vetores de pressão sobre os preços no período analisado. A Associação Indiana de Usinas de Açúcar (Isma) reportou em 15 de dezembro que a produção do país entre 1º de outubro e 15 de dezembro de 2025 saltou 28% em relação ao intervalo anterior, totalizando 7,83 milhões de toneladas. O aumento expressivo da oferta indiana, somado à desvalorização do Real que estimulou exportações do Brasil, criou um cenário de excesso de disponibilidade no mercado spot. Apesar da tendência baixista, analistas do setor projetam recuperação gradual dos preços nos próximos 9 a 12 meses, condicionada a possíveis eventos climáticos adversos durante o período de colheita e eventuais mudanças nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, fatores que poderiam alterar rapidamente o quadro de oferta e demanda global. Em São Paulo, no atacado, o açúcar refinado amorfo está cotado a R$ 3,20 por Kg, baixa de 0,05% nos últimos sete dias. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.