19/Dec/2025
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção global de açúcar deverá crescer para 189,3 milhões de toneladas na safra 20225/2026, alta de 8,3 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. O desempenho será impulsionado principalmente por Brasil e Índia, mais do que compensando a retração esperada na União Europeia. O Brasil seguirá como principal produtor global. A produção brasileira é estimada em 44,4 milhões de toneladas, avanço de 700 mil toneladas na comparação anual, reflexo de condições climáticas favoráveis e de um maior rendimento industrial. O mix de produção deverá continuar favorecendo o açúcar, com 51% da cana-de-açúcar destinada ao adoçante e 49% ao etanol.
Com consumo interno estável, o aumento da oferta sustenta uma projeção de exportações mais elevadas. Na Índia, a produção deve apresentar recuperação expressiva após os impactos do fenômeno climático El Niño no ciclo anterior. O volume é estimado em 35,3 milhões de toneladas, salto de 26% na comparação anual, sustentado por clima mais favorável, ampliação da área plantada e melhora de produtividade. O crescimento da oferta permitirá aumento simultâneo do consumo, das exportações e dos estoques finais no país. Em sentido oposto, a União Europeia deverá registrar queda de 5% na produção, estimada em 15,5 milhões de toneladas. A retração é atribuída principalmente à redução de 8% na área de beterraba, sobretudo em grandes produtores como França e Alemanha.
Com menor produção, as importações europeias tendem a crescer, enquanto as exportações devem recuar. Entre outros importantes produtores, a Tailândia deve elevar sua produção em 2%, para 10,3 milhões de toneladas, apoiada pelo aumento da oferta de cana-de-açúcar e por ganhos de produtividade. O país também deve ampliar as exportações, estimadas em 7,0 milhões de toneladas, contribuindo para a redução dos estoques domésticos. A China deve produzir 11,5 milhões de toneladas, alta de 340 mil toneladas, com crescimento mais rápido da oferta do que do consumo, o que levará a um aumento expressivo dos estoques finais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.