20/Aug/2025
Segundo a SCA Brasil, a safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul deve registrar redução de mais de 30 milhões de toneladas na moagem na comparação com o ciclo anterior. A moagem está prevista em 590,4 milhões de toneladas, contra 621,8 milhões de toneladas da temporada 2024/2025. O recuo na moagem é acompanhado pela queda na qualidade da matéria-prima, medida pelos níveis de açúcares totais recuperáveis (ATR). A previsão é de recuo de 141,1 Kg por tonelada para 136,1 Kg por tonelada, o pior nível das últimas dez safras.
O ATR total, assim, vai cair de 87,7 milhões de toneladas para 80,3 milhões de toneladas. O impacto de uma safra menor deve ser sentido sobretudo no etanol hidratado oriundo da cana-de-açúcar, que terá retração de cerca de 3,5 bilhões de litros, com o recuo sendo de 2,8 bilhões de litros quando também se leva em consideração o etanol produzido a partir do milho. A produção de açúcar deve alcançar 39,1 milhões de toneladas, abaixo das estimativas de consultorias que apontam para mais de 40 milhões de toneladas e das 40,2 milhões de toneladas de 2024/2025.
Apesar da retração, o setor conseguiu aumentar o mix açucareiro, que deve bater recorde, atingindo 51,1% da matéria-prima, 3% a mais do que no ciclo anterior. O cenário climático mais favorável a partir da primavera abre perspectivas de recuperação já na safra 2026/2027. Com melhores condições climáticas e avanço do etanol de milho, a projeção é de uma safra mais robusta no próximo ciclo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.