20/Aug/2025
A Petrobras informou, em resposta a uma notícia veiculada por O Globo, que não há qualquer projeto ou estudo de investimento em etanol ou distribuição com a Raízen, joint venture entre Cosan e Shell. Segundo apuração do jornal, a estatal teria na mesa estudos para investir na Raízen. De acordo com fontes do setor, a companhia analisaria diversas possibilidades, como se tornar sócia da empresa ou comprar ativos. A notícia fez as ações da Raízen e da Cosan avançarem na segunda-feira (18/08). "Conforme divulgado em 07/08/2025, o posicionamento da Petrobras em distribuição deve observar as disposições contratuais vigentes", afirmou a estatal em nota. A estatal também destacou que decisões sobre investimentos são pautadas em análises criteriosas e estudos técnicos, em observância às práticas de governança e aos procedimentos internos aplicáveis. "Pelo exposto, as informações divulgadas na matéria não procedem e, portanto, não caracterizam Fato Relevante", finalizou a companhia em nota.
A distribuição de combustíveis líquidos pela Petrobras será voltada para grandes consumidores, tanto no caso do diesel como do etanol, e por isso não faz sentido uma eventual proposta pela Raízen, que quebraria o contrato de não concorrer com a Vibra até 2029, afirmaram fontes próximas ao assunto. Nesta terça-feira (19/08), as ações da Raízen recuaram após a negativa oficial da Petrobras, em comunicado na noite de segunda-feira (18/08). A possibilidade do negócio, publicada pelo jornal O Globo, fez a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) enviar um pedido de esclarecimento à estatal, e a empresa não considerou publicar um fato relevante sobre o assunto, já que não correspondia à verdade. Na avaliação das fontes, o sobe e desce das ações da Raízen deveria ser investigado pela CVM, já que pode ter beneficiado investidores. “Foi pura especulação”, afirmam. “A Petrobras não vai desrespeitar o contrato de non-compete, esse assunto nunca existiu na empresa”, disse uma fonte. No documento enviado à CVM, a estatal afirmou que “em atendimento ao ofício, a Petrobras esclarece que não há qualquer projeto ou estudo de investimento em etanol ou distribuição com a Raízen”.
A única retomada na distribuição que está na mesa de discussão para o próximo Plano de Negócios da companhia, para o período 2026-2030, ainda em elaboração, será um direcionamento estratégico para distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), tanto para grandes consumidores como na ponta, o botijão de 13 quilos (gás de cozinha), diante do aumento das margens do segmento. A estatal quer entender como o botijão de GLP sai a R$ 34,00 da refinaria e chega a custar até R$ 120,00 em algumas regiões. A própria presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a volta ao GLP está sendo impulsionada por um aumento de margem, que estaria dando um retorno financeiro “às vezes maior do que o pré-sal”, disse recentemente. Segundo as fontes, a volta ao GLP é garantida, já que ao contrário da venda da BR Distribuidora (hoje Vibra), o desinvestimento na Liquigás, em 2020, não teve cláusula de non-compete. Fonte: Broadcast Agro.