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18/Aug/2025

Cana: moagem recua no acumulado de 2025/2026

De acordo com dados divulgados na sexta-feira (15/08) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o volume de cana-de-açúcar processada no Centro-Sul no acumulado da safra 2025/2026, até 1º de agosto, atingiu 306,237 milhões de toneladas, recuo de 8,57% em comparação com igual período da temporada anterior 2024/2025 (334,95 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a fabricação de açúcar totalizou 19,27 milhões de toneladas, em comparação com 20,89 milhões de toneladas do ciclo anterior, redução expressiva de 7,76%. No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 13,88 bilhões de litros (-11,96%), dos quais 8,84 bilhões de etanol hidratado (-11,85%) e 5,05 bilhões de anidro (-12,15%). No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,95 bilhões de litros.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), registrado no acumulado da safra, marcou 126,85 Kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,77% na comparação com o valor observado na mesma posição no ciclo anterior. O nível de ATR da safra 2025/2026 é o menor observado em 10 anos. Só no ciclo 2015/2016, foi registrado um indicador qualidade inferior ao contabilizado até o momento no Centro-Sul. O setor vive uma situação atípica nesta safra, pois normalmente há uma relação inversa entre produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima. Neste ano, o regime de chuvas foi desfavorável em ambas as fases críticas do ciclo da cana-de-açúcar. No verão, a precipitação abaixo do ideal comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu a produtividade (TCH). Durante a colheita, o clima mais úmido prejudicou a concentração de ATR na planta. Como consequência, a safra 2025/2026 apresenta queda simultânea nos indicadores de qualidade (ATR) e de produtividade (TCH).

De fato, dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que, no acumulado de abril a julho, a produtividade agrícola registrou queda de 10% na média do Centro-Sul na comparação com o valor observado em igual período do ciclo 2024/2025, atingindo apenas 79,84 toneladas de cana por hectare neste ciclo. A queda de 10% no TCH somada à perda de 5% no ATR geraram uma redução próxima a 15% na quantidade de ATR por hectare colhido (TAH), prejudicando a quantidade de produtos extraída por unidade de área. Com exceção do norte do Paraná e da região de Assis em São Paulo, a queda de TAH é generalizada em todo o Centro-Sul, chegando a atingir 18,0% em Goiás, 18,8% em São José do Rio Preto, 23,4% em Minas Gerais e 25,2% em Ribeirão Preto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.