18/Aug/2025
Além da BYD, que está prestes a inaugurar sua fábrica brasileira, pelo menos mais quatro chinesas anunciaram a produção local de automóveis. Maior montadora da China, a BYD teve recentemente negado um pedido ao governo federal de isenção, por três anos, de taxas de importação de veículos desmontados (CKD e SKD). O governo, porém, concedeu isenção do imposto por seis meses para todas as marcas que queiram importar carros desmontados, num total de R$ 2,6 bilhões a serem divididos entre as interessadas. Já estão inscritas as chinesas BYD, GWM, GAC e Omoda Jaecco, além de algumas marcas tradicionais. O próximo grupo mais adiantado no projeto de montagem local é o GAC (Guangzhou Automobile Group), que anunciou investimentos de US$ 1,3 bilhão (quase R$ 7 bilhões) no País. O grupo inaugurou recentemente um centro de distribuição de peças para atender os modelos importados.
A GAC fez parcerias com universidades locais, e é provável que utilize as instalações da HPE, fabricante de modelos da Mitsubishi em Catalão (GO), para o início da montagem de seus modelos em 2026. Recentemente, o CEO da marca no País disse que a HPE era uma opção “mas não a única”. O grupo Omoda Jaecco, da Chery, também anunciou uma linha de montagem e informa que “estabelecer uma unidade de produção no País é um compromisso da marca com a sustentabilidade dos seus negócios e com o desenvolvimento socioeconômico local”. Sobre o local, prefere não comentar ainda. Mas operadores do mercado que acompanham de perto o assunto dizem que o interesse maior é ficar com a fábrica da Caoa Chery de Jacareí (SP), desativada desde 2022. Outros dois grupos, Geely e Leapmotor, adotaram estratégias de parcerias com montadoras tradicionais do País.
A Geely está com a Renault, responsável pela distribuição dos carros da marca iniciada há poucos dias com o SUV elétrico EX5. Ambas admitem a possibilidade de usar a fábrica de São José dos Pinhais (PR) para a produção dos modelos chineses. No caso da Leapmotor, a sociedade é com a Stellantis. Dono das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e RAM, o grupo tem três fábricas no País, e uma delas pode abrigar a linha da chinesa que acaba de importar o primeiro lote do SUV C10 em versões híbrida e flex. Quem também chegou ao Brasil com planos de produção local é a Neta, criada há seis anos pelo grupo Hozon, provedor de tecnologia. A companhia, entretanto, está em processo de falência na China e, embora ainda não seja oficial, dificilmente terá condições de operar no País, mesmo como importadora. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.