14/Aug/2025
A Atvos afirmou que o setor sucroenergético vive momento de equilíbrio entre preços do açúcar e etanol anidro, o que afasta planos de novos investimentos em fábricas ou ampliações de capacidade para açúcar nos próximos anos. Nos últimos três anos, o preço do açúcar esteve "descolado" e incentivou o "max sugar", priorizando ao máximo a produção de açúcar. Houve uma correção muito forte, e agora a paridade está próxima do etanol anidro. Essa paridade reflete o preço internacional do etanol, suprido principalmente pelos Estados Unidos e, em menor parte, pelo Paquistão. Para os próximos dois ou três anos, a previsão é de uma certa oferta global de açúcar antes de um novo déficit no mercado.
A rápida expansão do etanol de milho pode pressionar essa paridade para baixo. O Grupo São Martinho afirmou que mesmo com preços mais baixos, a produção de açúcar ainda é vantajosa em São Paulo, com margem de cerca de 10% sobre o etanol anidro. Para as unidades de São Paulo, dada a proximidade do porto, ainda é vantagem produzir açúcar. Porém, a conversão da cana-de-açúcar em açúcar está "bastante pior" devido às condições climáticas. A Zilor destacou que a definição do mix de produção passa pela gestão de hedge. Quando a empresa fixa, está determinando seu mix. O hedge é a amarração do mix e da margem. O açúcar permite hedge com liquidez para o ano seguinte, enquanto o etanol não oferece a mesma previsibilidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.