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13/Aug/2025

Etanol: adoção do E30 impulsionando as cotações

Segundo o Itaú BBA, os preços do etanol começaram a subir em julho, pois o aumento da oferta não foi suficiente para conter a valorização do biocombustível. O principal fator por trás da sustentação dos valores é o aumento do teor de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30% (E30) a partir de 1º de agosto. A alta em julho foi de 1,7%, para R$ 2,76 por litro sem impostos em Paulínia (SP). O movimento sazonal de elevação da produção de etanol deve se estender até agosto e setembro, o que tende a equilibrar os preços em patamares mais firmes nos próximos meses.

A elevação da mistura do anidro deve impulsionar a demanda por etanol em cerca de 1,4 bilhão de litros ao ano, sendo aproximadamente 1 bilhão de litros já na safra 2025/2026 (abril a março). Esse aumento na demanda, combinado com a revisão para baixo na estimativa da oferta de etanol à base de cana-de-açúcar, que passou de 23,5 bilhões de litros para 22,6 bilhões de litros, uma queda de 16% em relação ao ano anterior, cria um cenário de maior pressão sobre os preços. Em contrapartida, a produção de etanol à base de milho deve crescer 17% no período, chegando a 9,6 bilhões de litros. Ainda assim, a oferta total de etanol deve recuar 8% no ano, totalizando 32 bilhões de litros.

Esse cenário deverá provocar uma forte restrição no etanol hidratado destinado ao mercado de combustíveis, estimada em quase 17% durante o ano-safra 2025/2026. Com isso, a paridade do etanol hidratado em relação à gasolina na bomba deverá ficar acima da safra passada. O Itaú BBA projeta que essa paridade será de 72% em São Paulo, ante 68% na safra 2024/2025, resultando em preços do etanol acima de R$ 3,00 por litro em Paulínia no fim de 2025 e no primeiro trimestre de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.