08/Jul/2025
Os contratos futuros de açúcar demerara fecharam em baixa nesta segunda-feira (07/07) na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em outubro/2025 caiu 10 pontos (0,61%), e fechou a 16,28 centavos de dólar por libra-peso. Segundo análise do Itaú BBA, apesar do déficit global estimado em 3,5 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, o mercado já começou a precificar uma reversão desse cenário. As projeções para a temporada 2025/2026 apontam para um crescimento de 4,6% na produção global, para 192,8 milhões de toneladas, frente a uma demanda de 190,1 milhões de toneladas. O resultado seria um superávit de 2,7 milhões de toneladas, pressionando as cotações.
O Centro-Sul do Brasil segue como protagonista, com moagem estimada em 590 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra atual, mesmo com produtividade decepcionando em regiões como Ribeirão Preto e Catanduva (SP). Ainda assim, o mix segue mais direcionado ao açúcar, sustentado por contratos já fixados a preços superiores aos atuais. Grande parte da produção já foi fixada a preços próximos de 19,00 centavos de dólar por libra-peso, o que mantém o direcionamento atual, mas a remuneração do açúcar frente ao etanol começa a perder fôlego. Do lado das exportações, os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil continua a abastecer o mundo.
O País embarcou 3,362 milhões de toneladas de açúcares e melaços em junho, alta de 5,2% em volume na comparação anual, mas com queda de 6,5% na receita, puxada por uma retração de 11,1% no preço médio por tonelada. O valor médio caiu de US$ 482,20 por tonelada para US$ 428,60 por tonelada, acompanhando a desvalorização nos mercados internacionais. A forte alta do dólar ante o Real não contribuiu para dar suporte às cotações, já que estimula exportações de açúcar do Brasil, o maior fornecedor global. Nem mesmo a alta do petróleo, que estimula a produção de biocombustível a partir do etanol, afetando a produção de açúcar, evitou a forte queda do açúcar na Bolsa de Nova York.