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24/Jun/2025

Açúcar: preço em baixa com demanda enfraquecida

Em São Paulo, os preços médios do açúcar cristal seguem em queda. O Indicador CEPEA/ESALQ até mostrou sinal de reação, quando fechou a R$ 128,22 por saca de 50 Kg. Porém, o Indicador CEPEA/ESALQ está cotado a R$ 123,02 por saca de 50 Kg, queda de 2% nos últimos sete dias (R$ 125,53 por saca de 50 Kg). No acumulado do mês, a baixa é de 7,91%. De maneira geral, a liquidez é baixa. Além do feriado de Corpus Christi no dia 19 de junho, que tende a diminuir o volume das negociações, observa-se, desde o início da atual safra 2025/2026 (abril/2025), que compradores não adquirem grandes quantidades no spot. Aparentemente, o volume de açúcar recebido por meio dos contratos se mostra suficiente para o andamento da produção, reduzindo, desta forma, a necessidade de compras adicionais. A média do Indicador é de R$ 125,78 por saca de 50 Kg, retração de 1,99% nos últimos sete dias (R$ 128,34 por saca de 50 Kg).

Na Bolsa de Nova York, os preços do açúcar demerara estão em baixa, refletindo os dados positivos da produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a região processou 47,842 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de maio de 2025, aumento de 5,47% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção de açúcar também registrou alta: foram 2,591 milhões de toneladas no período, avanço de 8,86% na comparação anual. Com esse desempenho, o açúcar demerara chegou a ser negociado nos menores patamares dos últimos quatro anos na Bolsa de Nova York. Apesar da tendência de baixa, fatores no cenário internacional ajudam a limitar as perdas. O governo do Paquistão estima a necessidade de importar cerca de 250 mil toneladas de açúcar, após uma safra nacional frustrada. A Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) informou a importação de 350 mil toneladas do produto em maio deste ano, crescimento superior a 1.900% em relação ao mesmo mês de 2024.

Além disso, os conflitos geopolíticos no Oriente Médio, especialmente entre Israel e Irã, mantêm o mercado em estado de alerta. Um possível agravamento da situação, como o fechamento do Estreito de Ormuz, pode elevar os preços da energia. Nesse cenário, as usinas brasileiras podem optar por direcionar a cana-de-açúcar para a produção de etanol, em vez do açúcar, o que reduziria a oferta global do açúcar e elevaria os valores. O contrato Julho/2025 na ICE Futures está cotado a 16,10 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,19% nos últimos sete dias. Em São Paulo, no atacado, o Indicador de Cristal Empacotado está cotado a R$ 16,05 por saca de 5 Kg, queda de 1,63% nos últimos sete dias. O açúcar refinado amorfo está cotado a R$ 3,57 por saca de 1 Kg, estável no mesmo período. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.