18/Jun/2025
A Copersucar encerrou a safra 2024/2025 com lucro líquido de R$ 402 milhões, avanço de 43% na comparação com a temporada anterior, de acordo com o resultado financeiro divulgado nesta terça-feira (17/06). A companhia registrou receita líquida de R$ 62,3 bilhões, alta de 15,3% em relação ao ciclo anterior. O desempenho foi impulsionado pelo maior volume de comercialização de açúcar e etanol de sua história, além da operação logística em plena capacidade. “Fechamos esta safra com o terceiro maior resultado da nossa história. Isso é fruto de um olhar atento, muita gestão de risco e um assertivo posicionamento de mercado”, afirmou o presidente da Copersucar, Tomás Manzano. O volume de açúcar vendido atingiu 15,6 milhões de toneladas, com crescimento de 21,4% nas exportações.
Já o etanol somou 19,1 bilhões de litros comercializados, considerando Brasil e Estados Unidos. No mercado norte-americano, o avanço foi de 23,4%, puxado por novos contratos de longo prazo da Eco-Energy e pela entrada de nove novas destilarias parceiras, totalizando 26, o que elevou a fatia da empresa para 15% do mercado doméstico de etanol nos Estados Unidos. Apesar dos desafios climáticos da safra, a Região Centro-Sul do Brasil registrou a segunda maior moagem da história (622 milhões de toneladas). As usinas sócias da Copersucar moeram 107 milhões de toneladas, com recuo de apenas 2,7%, inferior à média da região, que caiu 4,9%. Foi o sétimo ano consecutivo de ganho de participação de mercado.
A companhia também destacou que a produção de energia renovável de biomassa somou 6,7 mil GWh, volume suficiente para abastecer uma cidade do porte de Roterdã, na Holanda, durante um ano. No programa RenovaBio, as usinas associadas geraram 6 milhões de CBios, crescimento de 16%. A Copersucar também consolidou sua entrada no mercado de energia renovável com a aquisição de 50% da Newcom e já se posiciona para novos negócios. A companhia projeta expandir para biogás e biometano, mirando a estruturação de uma comercializadora nacional. “Nosso objetivo é, em cerca de 10 anos, agregar a produção de 2 milhões a 4 milhões de metros cúbicos de biometano por dia”, disse Manzano. O modelo será semelhante ao já adotado em açúcar, etanol e energia: produção descentralizada nas usinas e comercialização pela companhia. Fonte: Broadcast Agro.