03/Jun/2025
Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o custo médio do combustível sustentável de aviação (SAF) em 2025 foi 3,1 vezes o do combustível de aviação, totalizando um custo adicional de US$ 1,6 bilhão. Em 2025, a entidade projeta que o SAF seja 4,2 vezes mais caro. Esse custo extra é, em grande parte, resultado das "taxas de conformidade" de SAF cobradas por fornecedores europeus de combustível para proteger seus custos potenciais, como resultado das exigências europeias de SAF para incluir 2% de SAF no fornecimento de combustível de aviação.
Segundo a Iata, o comportamento dos fornecedores de combustível no cumprimento dos mandatos do SAF é um absurdo. Eles devem parar de lucrar com os limitados suprimentos disponíveis e aumentar a produção para atender às necessidades legítimas de seus clientes. O custo para atingir zero emissões líquidas de carbono até 2050 é estimado em US$ 4,7 trilhões. A associação projeta que a produção de SAF deve atingir cerca 2 milhões de toneladas em 2025, representando apenas 0,7% do consumo de combustível das companhias aéreas.
A produção dobrará em relação a 1 milhão de toneladas produzidas em 2024 (todo adquirido pelas companhias aéreas), mas precisa de uma expansão exponencial para atender às demandas do compromisso do setor com emissões líquidas zero de carbono até 2050. A Iata estima ainda que o custo do Programa de Redução de Compensação de Carbono para Companhias Aéreas Internacionais (CORSIA) deve chegar a US$ 1 bilhão em 2025 para as empresas do setor. O mercado de créditos CORSIA crescerá, mas a Guiana é o único país que emitiu certificados para os créditos de alta qualidade exigidos pelo programa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.