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14/Jan/2025

Combustíveis: Petrobras mantém preço inalterado

Há seis meses a Petrobras mantém inalterado o preço da gasolina que sai de suas refinarias. O último reajuste, em julho de 2024, foi de 7,04%. Para o diesel, a manutenção é maior: a última mudança foi em dezembro de 2023 e para baixo, com redução de 7,85%. A defasagem em relação às cotações internacionais dos derivados de petróleo já está em 10% para a gasolina e em 16% para o diesel, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Na última vez em que a companhia aumentou o valor da gasolina, a defasagem já beirava os 20%.

Represamento e longos atrasos no repasse de preços internacionais ao mercado interno foram uma distorção grave que caracterizou a gestão da empresa no período de 2011 a 2015. Usada como instrumento de controle da inflação, a Petrobras sofreu perdas que chegaram a ser calculadas em R$ 100 bilhões. Ao retornar ao Planalto, em 2023, o presidente Lula passou a repetir que iria “abrasileirar” os preços da Petrobras, que, depois das perdas do congelamento, passaram a seguir um modelo que levava em conta, entre outros fatores, o câmbio e o preço internacional do petróleo.

O Preço de Paridade de Importação (PPI) foi substituído por outro modelo. O problema são os efeitos colaterais. Entre 2011 e 2025, as perdas se acumularam e, somadas a um aumento descontrolado do endividamento, quase custaram a solvência da empresa. Para a economia, o efeito artificial mascara índices que, mais à frente, terão de absorver as ações reais. Nos últimos meses de 2024, a cotação do petróleo, entre US$ 72,00 e US$ 75,00 por barril do tipo Brent, de certa forma compensou a disparada do dólar, que quebrou a barreira dos R$ 6,00.

Foi uma desvalorização significativa de um produto que bateu picos de US$ 90,00 por barril em 2023 e superou os US$ 100,00 por barril em meados de 2022. A volatilidade do petróleo num cenário geopolítico conturbado como o atual, porém, é muito grande. Agora mesmo, diante da possibilidade de possíveis interrupções no fornecimento por causa de mais sanções dos Estados Unidos contra a Rússia, o preço futuro começa a passar da casa de US$ 80,00 por barril. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) fez neste início de ano um paralelo entre os preços nas refinarias da companhia em dezembro de 2024 e em dezembro de 2022.

Os cálculos apontam que a queda no preço do litro do diesel foi de 21,6%; para o da gasolina, de 0,9%; e para o GLP (gás de cozinha), de 16,9% o botijão de 13 quilos. As duas únicas refinarias privatizadas não conseguiram manter o mesmo padrão. É óbvio que nenhuma empresa sustenta reduções artificiais de preços. Por período prolongado, nem mesmo gigantes como a Petrobras conseguem, como constatou o Tribunal de Contas da União ao atribuir à venda de combustíveis abaixo do preço de mercado entre 2011 e 2015 a rápida deterioração financeira da empresa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.