28/May/2024
A XP Investimentos avaliou que a inauguração da planta de etanol de segunda geração (E2G) da Raízen, em Guariba (SP), deixa a empresa bem-posicionada para ampliar a produção do combustível, diante da expansão planejada e da contínua melhoria tecnológica, que contribuem para a construção das novas unidades. Porém, o escoamento rápido da produção continua sendo um ponto de dúvida. A visão é positiva sobre o potencial da Raízen em alavancar sinergias de novas construções, ao mesmo tempo em que a velocidade de escala para colocar toda a produção rodando permanece incerta. As principais mensagens que a Raízen buscou passar foram: ganho de boa vantagem competitiva; perspectiva positiva de demanda; e expansão adicional de capacidade de produção de E2G adiante.
A redução da pegada de carbono pelo E2G é de 30% a 85% menor em comparação com etanol de 1ª geração e gasolina, respectivamente. Outros destaques foram dados para o potencial de expansão da produção, com a possibilidade de elevar a capacidade em 50% sem aumentar as áreas de plantio. Além do uso eficiente da cana-de-açúcar em comparação com outras matérias-primas. A respeito da demanda, a Raízen destacou o papel crítico do E2G em setores de difícil redução de emissões, como a produção de combustível sustentável de aviação e metanol para transporte marítimo. Segundo a Raízen, a procura é impulsionada por um número crescente de países interessados em comprar produtos com menor pegada de carbono, biocombustíveis que não competem com a produção de alimentos e expansão das fontes de energia renováveis.
Os potenciais compradores são principalmente da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, com 80% da produção atual e futura de E2G da Raízen já mandatada, embora contratos específicos não tenham sido divulgados. Mas, a velocidade para colocar a produção no mercado ainda não está clara. Destaque também para os planos da Raízen de inaugurar mais sete usinas até 2027 e há possibilidade de o custo por planta ser menor do que a estimativa inicial de R$ 1,2 bilhão. Apesar de um capex estimado em R$ 1,2 bilhão por planta, a liderança da companhia enfatizou que melhorias no processo já identificadas podem aumentar a eficiência adiante, com a tecnologia proprietária de E2G passando por constantes melhorias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.