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27/May/2024

Brasil pode liderar o processo de descarbonização

A Raízen avaliou que o Brasil deve liderar o processo de descarbonização consideradas as condições favoráveis que o País apresenta. Foi a Raízen que tirou do papel o etanol de segunda geração (E2G), produzido a partir do bagaço de cana-de-açúcar. O E2G é uma tecnologia brasileira, uma das maiores inovações no setor sucroalcooleiro. O bagaço da cana-de-açúcar era mal usado, um resíduo, e agora isso foi resolvido. A disseminação do etanol de segunda geração pode ser fundamental para o avanço de uma economia mais sustentável. O E2G é uma das maiores apostas para a transição energética. O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, garantiu que obras do governo federal para elevar a produção energética não significarão "passar a boiada" na legislação ambiental.

O Brasil tem a matriz e o investimento em políticas de descarbonização. Começarão obras de linhas de transmissão de quase R$ 60 bilhões para levar energia limpa a todo o País, em uma referência ao plano de expansão do sistema de transmissão de energia brasileiro, que prevê investimentos de R$ 56,2 bilhões. O ministro também citou a "pluralidade energética do Brasil", apontando que 80% da produção advém de fontes renováveis. Ao mesmo tempo, destacou que o País tem condições de avançar na produção de energia nuclear. A Raízen inaugurou na sexta-feira (24/05) sua segunda planta de etanol de segunda geração (E2G) no Parque de Bioenergia Bonfim, em Guariba (SP), em evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A iniciativa demandou investimento de R$ 1,2 bilhão, e conta com capacidade de produção de 82 milhões de litros por ano, sendo que 80% desse volume está contratado. Embora a inauguração da planta só tenha ocorrido na sexta-feira (24/05), a Raízen já havia recebido, em 15 de março, a autorização para início da produção de E2G em Guariba, outorgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que passou, então, a permitir a sua comercialização. A unidade Bonfim juntamente com a planta de E2G do Parque de Bioenergia da Costa Pinto solidificam a posição da Raízen como a maior produtora mundial de etanol e a operar duas plantas de E2G em escala industrial. Antes da abertura da planta em Guariba, a Raízen contava com outra unidade de E2G em operação, o Parque de Bioenergia da Costa Pinto, em Piracicaba (SP). Essa inauguração, então, eleva oficialmente a capacidade produtiva da companhia para 112 milhões de litros anuais.

Na temporada 2023/2024, a companhia produziu 36 milhões de litros de E2G, alta de 19% ante o ano-safra anterior, segundo o seu mais recente resultado financeiro. A unidade de Bonfim, agora também com capacidade para produzir E2G, terminou a safra 2023/2024 com 4,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas. Além disso, produziu 370 mil toneladas de açúcar e 237 milhões de litros. A Raízen já anunciou a construção de nove plantas do etanol celulósico, todas com seus volumes comercializados, em euros, em contratos de longo prazo. Além das duas já em operação, há outras quatro em fase de construção, todas no estado de São Paulo, em Valparaíso, Barra Bonita, Morro Agudo e Andradina.

Outras três estão na etapa de projetos, em Caarapó (MS), Tarumã (SP) e outra em local ainda a ser definido. Mais onze plantas estão no plano da Raízen para totalizar 20 unidades de E2G, com capacidade de produzir 1,6 bilhão de litros por ano. Além do presidente Lula, a cerimônia contou com a presença de cinco ministros: Renan Filho (Transportes), Marcio França (Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio e vice-presidente), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.