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27/May/2024

Etanol 2G: Ráizen acelera atuação com nova planta

A Raízen vai utilizar o Parque de Bioenergia Bonfim, em Guariba (SP), como palco para destacar uma de suas prioridades de investimento e estratégia de negócios voltada para a geração de valor: a produção de etanol de segunda geração (E2G). A inauguração oficial da planta de Guariba, com capacidade para produzir 82 milhões de litros de E2G por ano e investimento de R$ 1,2 bilhão, ocorreu na sexta-feira (24/05). O evento teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de representantes do alto escalão governamental, como o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e Alexandre Silveira, ministro das Minas e Energia.

A unidade de Guariba é a segunda da Raízen dedicada à produção de E2G, mas há o entendimento de que agora o projeto ganha tração, pois a primeira, a Costa Pinto, em Piracicaba (SP), tem capacidade menor, para 30 milhões de litros de E2G por ano, e encarou os desafios de ser o primeiro passo do projeto. Agora, a expectativa é de aceleração na produção, após fechar o ano-safra com 36 milhões de litros de E2G produzidos, representando pouco mais de 1% em comparação com 3,148 bilhões de litros de etanol de primeira geração produzidos no mesmo período. Os números devem crescer gradualmente, com a meta de produzir e exportar mais de 80 milhões de litros de etanol celulósico em 2024/2025.

Para isso, a Raízen tem a planta de Guariba na linha de frente, tanto que já relatou expectativa de produção de 60 milhões de litros no Parque Bonfim neste ano. Há também a expectativa de colocar mais duas plantas em operação neste ano-safra: as unidades de Valparaíso (SP), com 65% das obras concluídas, e Barra Bonita (SP), com 60% da construção realizada. Assim, a Raízen continua firme no objetivo de ter nove plantas de E2G em operação até 2027, chegando às 20 até 2030, com capacidade instalada de 1,6 bilhão de litros. Atualmente, além das duas plantas em operação, a Raízen tem quatro em fase de construção e outras duas na etapa de projeto.

Além disso, investimentos têm sido feitos para isso: foram R$ 714 milhões no último trimestre do ano-safra 2023/2024, que terminou com aporte de R$ 2,279 bilhões. Esses investimentos substanciais são sustentados por um portfólio de contratos de longo prazo, equivalente a 4,3 bilhões de euros. Com a estimativa de que cada unidade demande um investimento de R$ 1,2 bilhão, a construção das unidades planejadas até 2030 já está financeiramente assegurada. Os contratos estabelecem um preço mínimo de mil euros por tonelada, mas o valor pode ser maior.

Hoje, no mercado à vista, o etanol de segunda geração é negociado entre 1,2 mil e 1,3 mil euros. Em março passado, a companhia avançou ainda mais ao celebrar uma operação comercial para antecipação de receitas futuras vinculadas a contratos de longo prazo de E2G, no montante de US$ 617 milhões. Virá daí o sustento ao investimento necessário para a construção das próximas plantas. Foram firmados acordos de longo prazo para fornecer etanol de segunda geração, com a demanda liderada pelo mercado europeu. Utilizando os recebíveis desses contratos, foi possível financiar a construção das plantas a um custo competitivo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.