03/May/2024
Uma nova onda de marcas chinesas de carros começa a chegar ao Brasil. A primeira delas é a Neta, criada há 10 anos, com lançamento no País programado para este mês de maio. Inicialmente, a Neta terá dois modelos elétricos no mercado brasileiro. Porém, já planeja a estreia de um SUV híbrido para 2025. A Neta acaba de receber um aporte do governo da China de 4 bilhões de yuans (o equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões). Esse investimento é para fomentar a área de pesquisa e desenvolvimento, bem como expandir as exportações. Atualmente, a Neta tem três fábricas na China e uma na Tailândia. Das plantas chinesas virão os carros que serão vendidos no Brasil. Porém, os planos da companhia vão além. Ou seja, a ideia é ter uma fábrica no País. Por ora, o Brasil será o hub do grupo na região. A chegada da Neta ao Brasil faz parte de uma grande estratégia de expansão da China no mercado de veículos no mundo todo. E o País tem papel importante nessa empreitada. Afinal, o brasileiro é um consumidor aberto a novidades tanto em termos de produtos quanto de tecnologias.
Além disso, é notável o avanço do carro chinês em relação à qualidade construtiva, recursos eletrônicos e design. Ou seja, para o mercado internacional, as fabricantes locais deixaram de focar carros baratos. Da mesma forma, entenderam o que era preciso fazer para ter sucesso no Ocidente. Prova disso são os carros de marcas locais expostos no Salão de Pequim. No Auto China 2024, que vai até o dia 4 de maio, o visitante encontra todo tipo de modelo, sobretudo automóveis e picapes, além de alguns comerciais leves. Porém, produtos mal-acabados, sistemas multimídia toscos e design controverso são coisas do passado. Aliás, a aposta chinesa em tecnologia é tão ostensiva que a impressão é de que os carros Ocidentais expostos na feira é que são coisa do passado. Seja como for, vários produtos chineses são claramente "inspirados" em modelos consagrados. Quem vai ao estande da Neta e vê o GT, por exemplo, provavelmente ficará com a sensação de que já viu o esportivo em algum lugar.
Curiosamente, a marca escolheu o cupê para ser seu primeiro carro à venda no Brasil. Segundo a Neta, o elétrico tem números de supercarro. A aceleração de 0 a 100 Km/h, por exemplo, é feita em apenas 3,7 segundos na versão com potência equivalente a 462 cv. Na mais "mansa", de 231 cv, são necessários 6,5 segundos. O preço não foi revelado. Mas, os destaques vão além de números de desempenho. O Neta GT tem ótimo acabamento. Embora seja esportivo, há quatro lugares e amplo espaço interno. Além disso, há duas grandes telas na cabine: uma na horizontal, que faz as vezes de quadro de instrumentos, e outra na vertical, para o sistema multimídia. Na prática, trata-se de um carro muito moderno, que não faz feio diante de nenhum Ocidental equivalente. Porém, a grande aposta da Neta no Brasil deverá ser o "L", com lançamento previsto para 2025. O SUV está chegando agora à China para ser rival do BYD Song Plus, vendido também no Brasil. De acordo com a marca, o SUV híbrido pode rodar mais de mil Km com um tanque de gasolina.
Nesse sentido, o motor a combustão, instalado na dianteira, funciona como um gerador de eletricidade. Portanto, produz a energia usada pelo elétrico que, por sua vez, move o carro. Além disso, a Neta promete lançar no Brasil o Aya, ainda em 2024. O modelo chega até o fim do ano para concorrer entre carros elétricos de entrada. O foco será disputar compradores com os compatriotas e elétricos BYD Dolphin Mini e JAC e-JS1. Dessa forma, seu preço deverá ficar em torno dos R$ 120 mil. O primeiro escritório da Neta, em São Paulo, já está funcionando. A empresa não revelou quantas concessionárias a marca pretende ter no Brasil. Porém, informa que está em fase avançada de negociação com vários grupos empresariais. Inicialmente, as lojas serão nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Porém, já há interessados na Região Nordeste e em outras. A linha da marca, que em breve terá mais elétricos e híbridos, inclui outros três modelos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.