12/Mar/2021
O Ministério de Minas e Energia (MME) pretende lançar um derivativo dos Créditos de Descarbonização (CBios) até o final do primeiro semestre. A ideia é emitir um papel que o produtor venda com entrega futura, mas que não esteja associada à entrega física do CBio. O produtor trava um preço no mercado futuro, e quando chegar a data ele faz um swap. Já as distribuidoras podem comprar o papel. Essa medida seria positiva tanto para as usinas quanto para as distribuidoras.
O produtor tem financiamento de longo prazo e o distribuidor se protege de variações nos preços de CBios. Essa seria uma forma de lidar com a volatilidade dos preços desses créditos. A discussão sobre um teto de preços dos CBios não prosperou, mas o derivativo seria outro mecanismo de proteção. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) está finalizando uma alteração no manual dos CBios e já pediu para a B3 instalar essa funcionalidade.
O Ministério de Minas e Energia está analisando se será necessária uma alteração na portaria que regulamenta os CBios. O lançamento deve ocorrer no primeiro semestre deste ano. Os CBios são créditos emitidos por produtores ou distribuidores de biocombustíveis no âmbito do programa RenovaBio, e correspondem a uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ser emitido. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.