06/Dez/2019
A alta dos preços do etanol nas usinas ainda pode ser repassada para os postos, mas isso não deve prejudicar o consumo do biocombustível no curto praz. Os preços nas usinas começaram a subir, mas o crescimento nos postos não acompanhou. Em torno de R$ 0,12 a R$ 0,13 do valor nas usinas não foram repassados para os postos. Isso mostra que tem espaço para que o preço do etanol nos postos cresça de forma muito mais intensa do que nas usinas. Entretanto, o etanol ainda é atrativo para o consumidor em relação à gasolina. A paridade está acima do ano passado, mas abaixo dos 70%, percentual limite em relação ao derivado de petróleo para ser considerado vantajoso.
Nas últimas semanas, a Petrobras reajustou o preço da gasolina duas vezes. De acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na média de preços do etanol no País, a paridade foi de 67,86%. A importação do biocombustível foi mais branda e o cenário é de consumo forte para o biocombustível. Sobre o Renovabio, o efeito no curto prazo sobre o setor ainda desperta dúvidas. Deve começar em janeiro, mas existe incerteza em relação a isso. Há um intervalo muito grande em relação ao valor dos Créditos de Descarbonização (CBIOs), que é o principal ponto para usinas e importadores, e está tendo um atraso em termos de cadastramento de usinas e agências inspetoras.
Os CBIOs correspondem a uma tonelada de gás carbônico retirada da atmosfera por um combustível renovável ou emitida pelo combustível fóssil. Os produtores de bicombustíveis, como etanol, biodiesel e bioquerosene (redutores de emissões) comercializarão os CBIOs. As distribuidoras terão de adquiri-los para atingir metas individuais de redução, correspondentes à fatia de cada companhia no mercado de combustíveis fósseis. O atraso é relativamente prejudicial, mas, no longo prazo, o programa deve ser positivo para o setor. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.