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05/Nov/2026

Arábica: preços recuam neste início de novembro

Ao longo de outubro, os preços do café arábica apresentaram forte oscilação tanto no mercado doméstico quanto no internacional. As chuvas nas regiões produtoras brasileiras, que favoreceram as floradas da safra 2027/28, e o ritmo elevado dos embarques nacionais pressionaram as cotações em alguns momentos. Em outros, os valores subiram, influenciados por preocupações com os efeitos do El Niño sobre a próxima safra brasileira, pelos dados de menor produção na Colômbia e pela lenta recomposição dos estoques certificados na Bolsa de Nova York. Além disso, a forte valorização do dólar frente ao Real no fim do mês também influenciou as altas.

Apesar da volatilidade, os preços domésticos do arábica permaneceram praticamente estáveis no encerramento de outubro. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, registrou baixas majoritariamente na primeira quinzena de outubro. No dia 9, a média foi de R$ 1.531,88 por saca de 60 Kg, a mais baixa do mês. A partir daí, as incertezas climáticas e a oferta restrita de café certificado ganharam peso, somadas ao ritmo cadenciado de vendas por parte dos produtores brasileiros. O contrato Dezembro/26 negociado na Bolsa de Nova York subiu 10,2%, para 316,15 centavos de dólar por libra-peso, o maior valor de outubro para esse vencimento.

No entanto, esse contrato passou a cair na última semana do mês. O contrato Dezembro/26 recuou 6,6%, para 287,20 centavos de dólar por libra-peso, pressionado pela perspectiva de maior oferta global e pelas chuvas nas regiões produtoras brasileiras. No mesmo intervalo, o dólar avançou 9,2% frente ao Real, saindo de R$ 4,99 no dia 23 de outubro para R$ 5,45 no dia 30 de outubro, e compensou quase integralmente o impacto da desvalorização externa no Indicador CEPEA/ESALQ, que recuou apenas 0,2% no mesmo comparativo. A forte alta da moeda norte-americana sustentou os preços em Reais, o que melhorou a liquidez.

Os negócios, que haviam sido pontuais mesmo durante a valorização de Nova York na metade do mês, ganharam ritmo nos últimos dias de outubro, quando o Indicador alcançou os maiores patamares do período. Na média de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica foi de R$ 1.586,08 por saca de 60 Kg, recuo de apenas 0,3% frente ao registrado no mês anterior, de R$ 1.590,83 por saca de 60 Kg. Na comparação com outubro de 2025, a queda é 30,6%, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/26). Entre o último dia útil de setembro e 30 de outubro, o Indicador subiu 1,4%, passando de R$ 1.576,85 para R$ 1.598,37 por saca de 60 Kg, enquanto o contrato Dezembro/26 do arábica negociado na Bolsa de Nova York caiu 1,2% no mesmo comparativo, para 287,20 centavos de dólar por libra-peso. No campo, colaboradores relataram volume adequado de chuvas na maior parte das regiões produtoras em outubro.

Esse cenário contribui para a sustentação dos frutos após as floradas e para o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, de bienalidade baixa para o arábica. Para novembro, a trajetória das cotações deve seguir condicionada à evolução do clima durante a fase de pegamento da safra 2027/28, ao comportamento do câmbio e à recomposição dos estoques certificados na Bolsa de Nova York. Com o dólar em patamar mais elevado, a disposição de venda dos produtores pode aumentar e limitar novas altas na Bolsa, sobretudo enquanto as chuvas seguirem regulares nas regiões produtoras. O Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, está cotado a R$ 1.611,06 por saca de 60 Kg, queda de 1,01% nos últimos sete dias (R$ 1.627,46 por saca de 60 Kg). Na Bolsa de Nova York, o contrato Dezembro/26 do arábica recuou 1.700 pontos (-5,65%) na mesma comparação, saindo de 300,95 para 283,95 centavos de dólar por libra-peso. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.