ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

30/Oct/2026

Preços do café arábica devem cair em 2026 e 2027

Segundo o Banco Mundial, o preço médio internacional do café arábica deve recuar 13% em 2026 e cair mais 2% em 2027. Para o robusta, a projeção é de queda de 21% neste ano e estabilidade no próximo. As estimativas refletem a perspectiva de recuperação da oferta global, com produção recorde na safra 2026/27. A produção mundial de café deve alcançar 190 milhões de sacas de 60 Kg na temporada 2026/27, crescimento de 6% em relação ao ciclo anterior e o quarto avanço anual consecutivo. A expansão esperada abrange os principais países produtores, incluindo Brasil, Colômbia, Etiópia e Vietnã. Para o Brasil, maior produtor mundial, o Banco Mundial projeta aumento de 14% na produção. Em valores nominais, o preço médio internacional do arábica deve passar de US$ 8,47 por quilo em 2025 para US$ 7,35 por quilo em 2026 e US$ 7,20 por quilo em 2027.

Para o robusta, a instituição estima recuo de US$ 4,86 por quilo em 2025 para US$ 3,85 por quilo neste ano e US$ 3,80 por quilo no próximo. A trajetória de queda projetada ocorre apesar da recuperação recente das cotações. No terceiro trimestre de 2026, os preços do arábica subiram 10% em relação ao trimestre anterior, mas permaneceram 4% abaixo do nível registrado no mesmo período de 2025. O movimento refletiu as chuvas excessivas no Brasil, que prejudicaram a produção e contribuíram para reduzir os estoques globais ao menor patamar em 27 anos. No mercado de robusta, as cotações avançaram 6% no terceiro trimestre, influenciadas pelas condições climáticas adversas na Indonésia e pelos impactos de um terremoto ocorrido em agosto.

Esses fatores restringiram a oferta e contribuíram para a valorização do produto no período. A oferta mundial de café vem se recuperando das perdas provocadas por doenças e condições climáticas desfavoráveis em safras anteriores. A perspectiva de maior disponibilidade deve aliviar a pressão sobre os preços internacionais em 2026 e 2027, embora o ritmo dessa recuperação dependa das condições de produção nos principais países fornecedores. Os riscos climáticos, entretanto, permanecem como fator de incerteza. Um episódio particularmente forte de El Niño pode afetar as lavouras em diferentes regiões produtoras, por meio de secas ou chuvas excessivas. Caso os impactos climáticos comprometam a recuperação da oferta, os preços poderão ficar acima das projeções atuais do Banco Mundial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.