13/Oct/2026
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações brasileiras de café totalizaram 3,894 milhões de sacas de 60 Kg em setembro de 2026, crescimento de 3,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar do aumento do volume embarcado, a receita cambial recuou 7,1% na comparação anual, para US$ 1,282 bilhão. A recuperação dos embarques para os Estados Unidos contribuiu para o avanço mensal, após a redução das incertezas relacionadas às tarifas aplicadas ao café brasileiro. Em novembro de 2025, os Estados Unidos retiraram a taxação sobre a maior parte do produto brasileiro, mas o café solúvel permaneceu tarifado até julho de 2026. A normalização das condições de acesso ao mercado norte-americano favoreceu a retomada das remessas.
De janeiro a setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, volume praticamente estável em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, com recuo de 0,2%. A receita cambial, por sua vez, diminuiu 8,6%, para US$ 10,113 bilhões. Desde agosto, a entrada de novos cafés disponíveis para exportação vem contribuindo para a normalização dos negócios internacionais. A expectativa do setor é de aceleração dos embarques e possibilidade de superar, até o fim de 2026, os resultados registrados no ano passado. O café arábica manteve a liderança na pauta exportadora brasileira entre janeiro e setembro, com 20,739 milhões de sacas de 60 Kg, equivalentes a 71,3% do volume total. Apesar da participação predominante, os embarques da variedade recuaram 10,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Na direção oposta, as exportações de conilon e robusta somaram 5,162 milhões de sacas de 60 Kg, correspondentes a 17,7% do total, com crescimento de 68,3% na comparação anual. O café solúvel registrou embarques de 3,141 milhões de sacas de 60 Kg, ou 10,8% do volume exportado. Já o café torrado e o torrado e moído totalizaram 53,412 mil sacas de 60 Kg, representando 0,2% do total. Os Estados Unidos retomaram a liderança entre os principais destinos do café brasileiro no acumulado do ano, ultrapassando a Alemanha. As compras norte-americanas alcançaram 3,805 milhões de sacas de 60 Kg entre janeiro e setembro, queda de 12,8% ante igual período de 2025. O volume correspondeu a 13,1% de todas as exportações brasileiras de café no período.
A Alemanha ocupou a segunda posição, com importações de 3,307 milhões de sacas de 60 Kg, equivalentes a 11,4% do total e recuo anual de 11,4%. Na sequência, a Itália adquiriu 2,597 milhões de sacas de 60 Kg, aumento de 11,6%; a Bélgica importou 2,463 milhões de sacas de 60 Kg, avanço de 44,5%; e o Japão recebeu 1,451 milhão de sacas de 60 Kg, queda de 23,3%. O desempenho até setembro evidencia diferenças entre os segmentos de café e os mercados compradores. Enquanto o arábica apresentou retração nos embarques, conilon e robusta registraram expansão expressiva. No resultado financeiro, a redução da receita, tanto em setembro quanto no acumulado do ano, contrastou com a estabilidade do volume exportado no período de janeiro a setembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.