17/Sep/2026
Segundo a StoneX, a perspectiva de uma safra recorde de café no Brasil em 2026/27 deve reduzir, no curto prazo, os riscos de menor oferta de café conilon e robusta. O cenário também é mais favorável para o café solúvel, diante da expectativa de aumento da produção de robusta, principal matéria-prima utilizada na fabricação do produto. Os preços do conilon apresentaram forte alta até meados de 2025, em um movimento associado a menor oferta brasileira e às restrições de disponibilidade no Vietnã. A partir daquele período, as cotações passaram a recuar, principalmente em função de uma safra brasileira acima das expectativas e da definição de que a taxação dos Estados Unidos não seria aplicada ao café solúvel. O café solúvel ficou inicialmente fora da primeira rodada de isenções das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, mas posteriormente foi incluído. A mudança provocou volatilidade no mercado, mas a StoneX avalia que o cenário tende a apresentar menor pressão sobre o produto.
Para a safra 2027/28, a perspectiva também é de aumento da oferta. As condições observadas nas principais regiões produtoras de conilon do Espírito Santo e da Bahia são consideradas favoráveis para a florada. Com isso, não se identifica, no curto prazo, fatores de risco claramente definidos que possam comprometer a oferta de café conilon ou robusta. O principal ponto de atenção permanece relacionado ao fenômeno El Niño, que pode afetar a produção de café no Vietnã e no Brasil. Até o momento, contudo, a avaliação é de que as condições de oferta para o café solúvel estão mais favoráveis. A trajetória recente do café apresenta algumas semelhanças com a observada no mercado de cacau, mas os dois segmentos continuam sujeitos a riscos, embora o ambiente atual esteja menos pressionado do que o registrado em 2024 e 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.