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16/Sep/2026

Chuvas favorecem perspectivas para safra 2027/28

A colheita da safra 2026/27 de café está na reta final, enquanto as primeiras floradas de arábica começam a ocorrer, e as condições climáticas favorecem as perspectivas para a safra 2027/28. O acumulado de chuvas entre setembro de 2025 e agosto de 2026 superou o registrado na safra anterior em importantes regiões produtoras, contribuindo para a recuperação da umidade do solo, o desenvolvimento vegetativo das plantas e o pegamento das floradas de conilon. Em Guaxupé e Manhuaçu, em Minas Gerais, o volume acumulado de precipitações aumentou 39,6% e 24,4%, respectivamente, na comparação com o ciclo anterior. No Espírito Santo, Brejetuba registrou avanço de 23,2% e Linhares, de 19,0%.

A melhora do regime hídrico cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras e para o potencial produtivo do próximo ciclo. No mercado internacional, o café encerrou agosto sob realização de lucros e correção das cotações nas bolsas de Nova York e Londres. O movimento ocorreu simultaneamente à retração dos embarques brasileiros no acumulado do ano, em um cenário de maior cautela dos produtores diante da volatilidade dos preços e da menor liquidez no mercado físico. Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica negociados na ICE Futures US perderam força após atingirem máxima de 342,00 centavos de dólar por libra-peso e encerraram agosto em 311,50 centavos de dólar por libra-peso, queda de 8,8% em relação ao pico registrado no mês.

Em Londres, a pressão de baixa foi mais intensa sobre o robusta. Os contratos recuaram de máximas próximas de US$ 3.884,00 por tonelada para US$ 3.529,00 por tonelada no fim de agosto, redução de 9,1%. No comércio exterior, as exportações brasileiras de café totalizaram 3,03 milhões de sacas em julho, alta de 10% ante o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a julho, porém, os embarques somaram 20,7 milhões de sacas de 60 Kg, queda de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução dos embarques acumulados está associada à estratégia mais cautelosa dos produtores, que vêm mantendo estoques no mercado interno diante da volatilidade das cotações e da menor liquidez nas praças físicas.

Esse comportamento limita a disponibilidade imediata para exportação, mesmo com a entrada da colheita da safra 2026/27 em sua fase final. Para a safra 2027/28, a recuperação das condições hídricas representa um fator positivo para o desenvolvimento das plantas e das floradas, especialmente diante do aumento das chuvas observado nas principais regiões produtoras. O desempenho efetivo do próximo ciclo, contudo, dependerá da continuidade das condições climáticas ao longo das fases de formação e enchimento dos frutos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.