11/Sep/2026
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o café arábica liderou as exportações brasileiras entre janeiro e agosto de 2026, com 17,863 milhões de sacas de 60 Kg, equivalentes a 71,2% dos embarques totais. Apesar da liderança, os embarques da variedade recuaram 11,8% em relação aos mesmos oito meses de 2025. Em sentido contrário, o café canéfora, que reúne conilon e robusta, registrou forte expansão, com 4,339 milhões de sacas de 60 Kg embarcadas, correspondentes a 17,3% do total e alta de 68,6% ante o mesmo período do ano anterior. O café solúvel ocupou a terceira posição, com 2,829 milhões de sacas de 60 Kg, equivalentes a 11,3% das exportações. O segmento de café torrado e torrado e moído respondeu por 43.124 sacas de 60 Kg, ou 0,2% do total.
O desempenho evidencia uma mudança na composição dos embarques, com avanço expressivo do canéfora enquanto o arábica permanece como principal variedade exportada, mas em volume inferior ao registrado no ano anterior. Os cafés de qualidade superior, certificados por práticas sustentáveis e/ou classificados como especiais, totalizaram 4,294 milhões de sacas de 60 Kg exportadas entre janeiro e agosto de 2026, equivalentes a 17,1% do total brasileiro. O volume representa queda de 15,8% ante os oito primeiros meses de 2025. A receita cambial desses cafés alcançou US$ 1,763 bilhão, com preço médio de US$ 410,62 por saca de 60 Kg, correspondendo a 20,1% da receita obtida com todas as exportações brasileiras de café no período. Na comparação anual, a receita dos cafés diferenciados recuou 19%.
Os Estados Unidos lideraram os destinos dos cafés diferenciados, com 625.758 sacas de 60 Kg importadas, equivalentes a 14,6% desse segmento. A Bélgica ocupou a segunda posição, com 489.981 sacas de 60 Kg e participação de 11,4%, seguida pela Alemanha, com 475.038 sacas de 60 Kg e 11,1%; Itália, com 418.575 sacas de 60 Kg e 9,7%; e Holanda, com 252.880 sacas de 60 Kg e 5,9%. Considerando todos os tipos de café, os Estados Unidos também permaneceram como principal destino das exportações brasileiras no acumulado de janeiro a agosto, com 3,158 milhões de sacas de 60 Kg, equivalentes a 12,6% do total. O volume, entretanto, representa queda de 21,6% ante o mesmo intervalo de 2025, refletindo as incertezas provocadas pelo tarifaço norte-americano.
A Alemanha ficou na segunda posição entre os principais destinos, com 2,824 milhões de sacas de 60 Kg, ou 11,3% do total, queda de 8,2% ante os oito primeiros meses de 2025. A Itália aparece na sequência, com 2,248 milhões de sacas de 60 Kg, alta de 12,8%. A Bélgica importou 2,115 milhões de sacas de 60 Kg, avanço de 39,2%, enquanto o Japão completou os cinco principais destinos, com 1,305 milhão de sacas de 60 Kg, queda de 22%. O desempenho acumulado até agosto mostra, portanto, uma composição mais diversificada das exportações brasileiras de café. O arábica continua concentrando a maior parcela dos embarques, mas a retração de 11,8% contrasta com o avanço de 68,6% do canéfora. Entre os mercados consumidores, a queda das compras dos Estados Unidos permanece como um dos principais fatores de pressão sobre o fluxo exportador, enquanto Bélgica e Itália ampliam a absorção do café brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.