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04/Sep/2026

Estimativa da safra brasileira de café 2026/2027

A StoneX elevou de 75,3 milhões para 77,2 milhões de sacas de 60 Kg a estimativa para a safra brasileira de café 2026/27. O novo volume representa alta de 23,9% em relação à safra 2025/26, estimada em 62,3 milhões de sacas de 60 Kg. A revisão foi baseada em estudo de rendimento realizado durante toda a colheita, com acompanhamento de campo nas principais regiões produtoras e análise de amostras coletadas nas lavouras. O levantamento contemplou áreas do Sul de Minas (MG), Matas de Minas (MG), Cerrado Mineiro (MG) e Norte do Espírito Santo, além de informações obtidas com produtores, cooperativas, corretores, armazéns e outros agentes da cadeia. Os resultados apontaram desempenho superior ao inicialmente projetado tanto para o café arábica quanto para o robusta.

Para o robusta, a estimativa de produção foi elevada de 25,1 milhões para 25,4 milhões de sacas de 60 Kg. O Espírito Santo, principal Estado produtor da variedade, teve sua projeção revisada de 16,9 milhões para 17,2 milhões de sacas de 60 Kg. Apesar do ajuste positivo, a produção nacional de robusta permanece 1,6% abaixo do volume estimado para a safra anterior. No arábica, a produção foi elevada de 50,2 milhões para 51,8 milhões de sacas de 60 Kg. A estimativa para o Cerrado Mineiro teve o maior ajuste positivo, passando de 8,2 milhões para 8,8 milhões de sacas de 60 Kg. Matas de Minas, Espírito Santo e São Paulo também tiveram suas estimativas elevadas, enquanto a produção no Sul de Minas, maior polo produtor do País, passou de 18 milhões para 18,1 milhões de sacas de 60 Kg.

O peso específico dos grãos chamou atenção em diversas regiões produtoras. Mesmo quando o percentual de peneiras maiores não atingiu todo o potencial esperado, o rendimento no beneficiamento foi mais elevado, resultando em produção superior à prevista anteriormente. Entre dezembro de 2025 e março de 2026, período considerado decisivo para a expansão e a granação dos frutos, houve chuvas bem distribuídas e temperaturas dentro de faixas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. A ausência de episódios relevantes de estresse hídrico ou térmico contribuiu para a formação de grãos com maior peso específico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.